Ano:
Mês:
article

Petróleo cai com aumento da oferta e expectativa por decisão da Opep+

O petróleo fechou em queda nesta segunda-feira, 26, refletindo os temores de uma oferta excessiva da commodity frente ao aumento de embarques da Venezuela e sob expectativas para a próxima reunião da Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+). Investidores monitoram ainda o impacto da forte tempestade de inverno nos Estados Unidos sobre a produção de petróleo e tensões geopolíticas. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para março fechou em queda de 0,72% (US$ 0,44), a US$ 60,63 o barril. Já o Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), caiu 0,46% (US$ 0,30), a US$ 64,77 o barril. Segundo a Bloomberg, delegados da Opep+ afirmaram que o cartel deve seguir os planos de manter a produção de petróleo estável em março, enquanto o grupo lida com um excedente global e uma onda de riscos geopolíticos. Ainda conforme o veículo, a Chevron aumentou sua frota para transportar petróleo venezuelano aos EUA, enquanto o Casaquistão retomou operações no oleoduto do Cáspio endash; responsável por 90% da produção do país, um dos maiores fornecedores globais da commodity. Os temores sobre a oferta pressionaram o petróleo e se sobrepuseram a notícias de danos provocados pela tempestade de inverno nos EUA, cuja onda de frio ameaça a produção doméstica de energia. Para o Price Futures Group, o mercado segue em estado de alerta, reagindo a cada nova atualização sobre a tempestade. Também pesando sobre os preços, aumentou no fim de semana a preocupação de investidores com possível novo shutdown nos EUA e eventuais repercussões na economia, após democratas demonstrarem resistência em aprovar o orçamento. Limitando as perdas, a Ucrânia lançou novo ataque contra uma refinaria de petróleo da Rússia, apesar do andamento das negociações para um acordo de paz. A próxima reunião está marcada para domingo, em Abu Dhabi. Ainda no radar geopolítico, um porta-aviões dos EUA chegou ao Oriente Médio e, segundo o Washington Post, amplia as opções do governo Trump para um possível ataque ao Irã. Incertezas sobre a Groenlândia levaram a União Europeia a adiar votação do acordo comercial com os EUA, enquanto Trump ameaçou aplicar novas tarifas de 100% sobre o Canadá por fechar parceria com a China. Na visão do SEB, essas tensões devem dar algum suporte aos preços do petróleo no curto prazo. (Estadão Conteúdo)

article

Opep+ deve manter pausa no aumento da produção de petróleo, conforme preços sobem, dizem fontes

A Opep+ deve manter sua pausa no aumento da produção de petróleo para março em uma ezwnj;reunião marcada para o domingo, disseram três delegados da Opep+ à ezwnj;Reuters, em meio à alta dos preços devido a uma queda na produção de petróleo do Cazaquistão. A reunião de oito membros da Opep+, que bombeia cerca de metade do petróleo do ezwj;mundo, ocorrerá após um salto de 8% nos preços do petróleo até o momento neste mês, ultrapassando US$66 por barril, apesar da preocupação de que um excesso de ezwnj;oferta poderia empurrar os preços para baixo. Os oito ezwnj;membros do grupo de produtores de petróleo -- Arábia Saudita, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Kuwait, Iraque, Argélia e Omã -- devem se reunir em 1º de fevereiro. Eles aumentaram as metas de produção de petróleo em cerca de 2,9 milhões de barris por dia de abril a dezembro de 2025, o que equivale a quase 3% da demanda mundial, e suspenderam os aumentos mensais de janeiro a março em meio a previsões de demanda fracas. A Opep e as autoridades da Arábia Saudita e da Rússia não responderam imediatamente a pedidos de comentários da Reuters sobre a próxima reunião. A Bloomberg informou anteriormente que a Opep+ manteria estável sua política de petróleo. Ao comentar ezwnj;sobre a produção venezuelana, um dos três delegados disse que a recuperação levaria tempo e que ainda não era provável que tivesse um grande impacto sobre o equilíbrio do mercado global de petróleo. (Reuters)

article

ANP divulga resultados de ações de fiscalização em 15 unidades da Federação (20 a 23/01/26)

Entre os dias 20 e 23/01, a ANP fiscalizou o mercado de abastecimento em 15 unidades da Federação. Nas ações, os fiscais verificaram a qualidade dos combustíveis, o fornecimento do volume correto pelas bombas medidoras, a adequação dos equipamentos e dos instrumentos necessários ao correto manuseio dos produtos, bem como as documentações de autorização de funcionamento das empresas e as relativas às movimentações dos combustíveis e lubrificantes. No período, destacou-se a participação da ANP na Operação Naphtos, em Ponta Porã (MS), com o objetivo de combater empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias químicas. A ação foi realizada em conjunto com a Polícia Federal. Confira a tabela completa de todos os agentes econômicos fiscalizados no período. Agentes econômicos fiscalizados em operações que ainda estão em andamento não foram incluídos na planilha, de forma a preservar o sigilo das ações. Nesses casos, a planilha será atualizada com a inclusão dos dados após o término da respectiva operação.e#8239; e#8239; Veja abaixo mais informações sobre as principais ações realizadas nas unidades federativas do país:e#8239;e#8239; Mato Grosso do Sul Dois postos de combustíveis, seis transportadores-revendedores-retalhistas (TRR), uma distribuidora de combustíveis e dois agentes não regulados (indústrias químicas) foram fiscalizados em Campo Grande, Dourados e Ponta Porã. Foram lavrados três autos de infração, três de interdição e coletadas 13 amostras de combustíveis para análise em laboratório. A ANP participou de ação conjunta com a Polícia Federal, no âmbito da Operação Naphtos, de combate ao desvio de nafta para utilização como combustíveis em postos revendedores, em Ponta Porã. Amapá Em Santana, houve fiscalização em uma distribuidora de combustíveis, sem registro de irregularidades. Amazonas Quatro postos de combustíveis e um transportador-revendedor-retalhista (TRR) foram fiscalizados em Manaus e Manacapuru. Não foram encontradas irregularidades. Bahia Foram fiscalizados 16 postos de combustíveis, uma distribuidora de GLP e uma revenda de GLP, em Salvador e Camaçari. Foram lavrados cinco autos de infração e um de interdição, com a apreensão de 820 botijões de GLP. Houve coleta de uma amostra de combustível para análise em laboratório. Goiás Os fiscais estiveram em 13 postos de combustíveis, uma revenda de GLP e um posto de aviação, nas cidades de São Luís de Montes Belos, Córrego do Ouro e Luziânia. Foram lavrados dois autos de infração e coletadas cinco amostras de combustíveis para análise em laboratório. Mato Grosso Houve fiscalização em cinco postos de combustíveis, dois transportadores-revendedores-retalhistas (TRR) e dois agentes não regulados (locais que armazenavam combustíveis irregularmente e revendiam para garimpeiros). Os fiscais estiveram em Cuiabá, Cáceres, Pontes e Lacerda, Vila Bela da Santíssima Trindade e Conquista Dersquo;Oeste. Foram registrados quatro autos de infração e coletada uma amostra de combustível para análise em laboratório. Em Cuiabá, a ANP atuou em parceria com o Procon Municipal. Em Conquista Dersquo;Oeste e Pontes e Lacerda, a Agência participou de força-tarefa com o Ibama e a Polícia Civil de Mato Grosso no âmbito da operação de combate ao garimpo ilegal nas terras indígenas Sararé. e#8203; Minas Gerais Foram vistoriados 27 postos de combustíveis e quatro revendas de GLP, em Belo Horizonte, Divinópolis, Uberlândia, Contagem, Betim, São Gonçalo do Pará, Carmo do Cajuru, Igaratinga, Ribeirão das Neves, São Sebastião do Oeste, Araújos, Perdigão e Nova Serrana, com a lavratura de 19 autos de infração e três de interdição. Foram coletadas 12 amostras de combustíveis para análise em laboratório e apreendidos 36 botijões de GLP e 24 litros de lubrificantes. Pará Seis postos de combustíveis foram fiscalizados em Belém e Ananindeua, sem registro de irregularidades. Paraná Foram fiscalizados cinco postos de combustíveis e cinco transportadores-revendedores-retalhistas (TRR), nas cidades de Curitiba, Pien, Agudos do Sul, União da Vitória, Lapa e Mandirituba, sem registro de irregularidades. Foram coletadas nove amostras de combustíveis para análise laboratorial. Pernambuco Os fiscais estiveram em 15 postos de combustíveis e uma revenda de GLP, em Vitória de Santo Antão, Chá Grande, Pombos, Moreno, Glória do Goitá e Chá de Alegria. Foram lavrados nove autos de infração. Uma amostra de combustível foi coletada para análise em laboratório. Rio de Janeiro As ações aconteceram em 20 postos de combustíveis, nas cidades do Rio de Janeiro e São Gonçalo. Na capital fluminense, algumas operações foram realizadas em conjunto com o Procon Estadual, a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON-RJ) e o Comando de Polícia Ambiental (CPAM). Em São Gonçalo, uma das ações aconteceu em conjunto com a Superintendência de Combate aos Crimes Ambientais (SUPPCA) e a Força Especial de Controle de Divisas - Operação Foco. Foram registrados cinco autos de infração e três de interdição, e coletadas 15 amostras de combustíveis para análises em laboratório. Houve apreensão de 4.666 litros de etanol, 6.358 litros de gasolina comum e 642 litros de óleo diesel. Rio Grande do Sul No estado, foram fiscalizados dois postos de combustíveis e 15 revendas de GLP nas cidades de Porto Alegre, Campo Bom, Imbé, Maquiné, Osório, Terra de Areia, Torres, Arroio do Sal e Capão da Canoa. Foram registrados três autos de infração e quatro de interdição. Houve apreensão de 118 botijões de GLP e 4.197 litros de óleo diesel S10 comum. Uma amostra de combustível foi coletada para análise em laboratório. Roraima Em Boa Vista, foram vistoriados oito postos de combustíveis. Parte das ações foi realizada em força-tarefa com a Força de Segurança Nacional e a Polícia Civil de Roraima, no âmbito da Operação Yanomami. Foram lavrados dois autos de infração. Santa Catarina As fiscalizações aconteceram em seis postos de combustíveis, três revendas de GLP, um depósito de GLP e um produtor de solvente, nos municípios de Joinville, Balneário Piçarras (em parceria com o Procon Municipal) e São Francisco do Sul. Foram lavrados dois autos de infração e um de interdição, com a apreensão de 512 botijões de GLP. São Paulo Houve fiscalização em 27 postos de combustíveis e um agente não regulado (oficina de manutenção e reparos de aeronaves). As ações aconteceram nos municípios de São Paulo, Catanduva, São Bernardo do Campo, Santo André, Barretos, Dracena, Birigui, Araçatuba, Ferraz de Vasconcelos e Poá. Foram coletadas oito amostras de combustíveis para análise em laboratório, lavrados seis autos de infração e dois de interdição, realizados em operações com a utilização do espectrofotômetro, modelo FTIR, equipamento portátil que permite a identificação em campo da presença de metanol na gasolina e no etanol e do percentual de biodiesel adicionado ao óleo diesel. Consulte os resultados das ações da ANP em todo o Brasil As ações de fiscalização da ANP são planejadas a partir de diversos vetores de inteligência, como informações da Ouvidoria da ANP com manifestações dos consumidores, dados do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da Agência, informações de outros órgãos e da área de Inteligência da ANP, entre outros. Dessa forma, as ações são focadas nas regiões e agentes econômicos com indícios de irregularidades. Para acompanhar todas as ações de fiscalização da ANP, acesse o Painel Dinâmico da Fiscalização do Abastecimento. Os estabelecimentos autuados pela ANP estão sujeitos a multas que podem variar de R$ 5 mil a R$ 5 milhões, além de penas de suspensão e revogação de sua autorização. As sanções são aplicadas somente após processo administrativo, durante o qual o agente econômico tem direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme definido em lei. Já a interdição é uma medida cautelar, aplicada para proteger o consumidor, evitando a comercialização de combustíveis fora das especificações, fornecimento de combustível em quantidade diferente da marcada na bomba, entre outras irregularidades. Caso o posto comprove à ANP que o problema foi sanado, a Agência realiza a desinterdição, sem prejuízo do processo administrativo e possíveis penalidades. Denúncias sobre irregularidades no mercado de combustíveis podem ser enviadas à ANP por meio do telefone 0800 970 0267 (ligação gratuita) ou do FalaBR, plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União (CGU).

article

Refit acusa ANP de descumprir liminar que suspende interdição da unidade do Rio de Janeiro

A Refit (Refinaria de Petróleos de Manguinhos) acionou à Justiça Federal para acusar a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) de descumprir uma decisão liminar que suspendeu deliberações administrativas relacionadas à interdição da unidade, no Rio de Janeiro. Em uma manifestação protocolada na sexta-feira (23/1) a empresa de Ricardo Magro pede o bloqueio de novos atos e a apuração de eventual abuso de autoridade por parte de dirigentes da agência. A liminar foi concedida em dezembro pelo desembargador Newton Pereira Ramos Neto, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), para impedir que a diretoria da ANP deliberasse sobre o caso até análise mais aprofundada pelo relator do processo. A medida foi tomada diante do risco de julgamento administrativo conduzido por autoridade cuja imparcialidade é questionada pela refinaria. Na manifestação apresentada ao tribunal, a Refit sustenta que, mesmo após a decisão judicial, a ANP manteve fiscalizações, atos instrutórios e movimentações administrativas, o que, segundo a empresa, esvaziaria os efeitos práticos da liminar e afrontaria a autoridade do Judiciário. Contudo, conforme apurado pelo SBT News, a decisão judicial não suspendeu o processo administrativo, mas apenas impediu a adoção de decisões finais pela diretoria. Com isso, atividades como fiscalização, juntada de pareceres técnicos e instrução processual não configurariam "decisão administrativa" e, portanto, não estariam alcançadas pela liminar. Suspeição e conflitos de interesses Um dos principais argumentos da Refit é a alegada suspeição do diretor Pietro Mendes, sorteado relator de recurso da empresa na ANP. A refinaria afirma que Mendes não poderia atuar no caso por ter sido presidente do conselho de administração da Petrobras, concorrente no refino. A avaliação de agentes do setor de combustíveis é de que a tese não encontra respaldo jurídico automático, uma vez que a atuação anterior em empresa do setor não configura, por si só, impedimento legal. Destacam ainda que as decisões da ANP são colegiadas e que, no caso da interdição da torre de destilação, o entendimento foi unânime entre os cinco diretores, o que afastaria impacto prático de eventual impedimento individual. A Refit também pediu o afastamento da diretora Symone Araújo sob o argumento de que ela participou da operação de fiscalização. Segundo fontes, o argumento seria descabido, já que a participação institucional em ações de fiscalização não gera impedimento para julgamento posterior de recursos. Retroatividade e abuso de autoridade A empresa sustenta ainda que a ANP teria tentado validar atos nulos por meio de mudanças ou reinterpretações de normas internas, aplicadas de forma retroativa. Interlocutores da agência, no entanto, dizem que as regras não foram alteradas e que a atuação se limitou à aplicação de normas já existentes, a partir de achados técnicos da fiscalização. Entre elas, a ANP apontou que a Refit não operava efetivamente como refinaria, mas como formuladora de combustíveis, apesar de deter autorização e benefícios regulatórios típicos do refino. De acordo com os autos administrativos, a torre de destilação não teria condições técnicas de funcionamento, o que motivou a manutenção da interdição parcial. A acusação de abuso de autoridade também é rebatida por interlocutores da agência, que a classificam como retórica jurídica. Segundo essa avaliação, divergências sobre interpretação regulatória ou alcance de decisão judicial não configuram, por si só, ilícito penal. O SBT News tentou contato com a Refit pelo e-mail disponível em seu site, mas não teve exito. Contexto A refinaria de Manguinhos foi alvo da operação Cadeia de Carbono, que apurou irregularidades na importação e comercialização de combustíveis. Em setembro, a ANP interditou a unidade após identificar falhas em 11 atividades. Posteriormente, liberou dez delas, mantendo suspensa apenas a operação da torre de destilação. Em novembro, empresas ligadas ao grupo controlador da Refit voltaram a ser alvo de apurações na operação Poço de Lobato, com cumprimento de mandados de busca e apreensão em cinco Estados e no Distrito Federal.

article

Gasolina pode cair até 2% na bomba, prevê economista

A queda no preço da gasolina nas refinarias, anunciada pela Petrobras nesta segunda-feira, deve se traduzir em um alívio entre 1% e 2% nos preços cobrados nas bombas dos postos de combustível ao longo dos próximos trinta dias, projetam analistas. A notícia da estatal, que surpreendeu alguns economistas que não viam margem para a redução, também levou a revisões nas estimativas de inflação para fevereiro. Historicamente, o segundo mês do ano costuma registrar maior pressão sobre o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, por conta dos reajustes das mensalidades escolares. Em fevereiro de 2025, o indicador subiu 1,31%, puxado pelo grupo Educação. Pelas contas de André Braz, coordenador dos índices de preços do FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), o valor médio da gasolina ao consumidor no país deve recuar de R$ 6,22 para R$ 6,08, uma queda aproximada de 2,2% nas bombas. Dado que a gasolina compromete em média 5% do orçamento doméstico, segundo o IBGE, o impacto esperado sobre a inflação de fevereiro é de uma redução de 0,11 ponto percentual. emdash; Vai amortizar um pouco o efeito das mensalidades escolares e beneficiar o IPCA de fevereiro, que já vem inflado. Uma coisa dá uma segurada na outra emdash; afirma Braz. emdash; Sem a ajuda da gasolina, fecharia ao redor de 0,56% a inflação em fevereiro. Com a queda da gasolina, o número pode recuar para 0,45%. A redução no preço do combustível surpreendeu as economistas Andréa Angelo e Lais Camargo, da Warren Investimentos, já que seus cálculos de defasagem da gasolina não indicavam espaço para tal diminuição pela estatal. Elas calculam, contudo, que haverá impacto positivo ao consumidor, que deve sentir uma redução de 1,54% na bomba ou R$ 0,09 centavos no preço por litro, em média. Com a notícia, a Warren revisou a inflação no ano de 4,5% para 4,4% emdash; o que significa encerrar o ano dentro do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual e#8288;para mais ou menos, ou seja, até 4,5%. Já no mês de fevereiro, a projeção das economistas saiu de uma alta de 0,53% para 0,45%. emdash; A gasolina tem um impacto significativo porque o seu peso dentro do orçamento familiar do brasileiro é muito relevante emdash; explicou Andréa. Fábio Romão, economista sênior da Logos Economia, avalia que a queda no custo da gasolina reforça a expectativa de inflação dentro do teto da meta este ano - o centro da meta para o IPCA é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual e#8288;para mais ou menos, ou seja, até 4,5%. Após o anúncio, ele revisou sua previsão de inflação para este ano de 4,2% para 4,1%. Ele acredita que o impacto do reajuste deve ser de 0,13 ponto percentual, sendo concentrado no resultado de fevereiro, cuja projeção caiu de 0,60% para 0,47%. emdash; Vai ter um impacto importante em fevereiro, que é um mês que tem um aumento sazonal de educação e que normalmente fica maior que janeiro. Mas pode ser que, nesse ano, por conta desse reajuste de gasolina, esse diferencial não seja tão grande igual a outros anos emdash; projeta o economista. Ele explica que a revisão na projeção do IPCA do ano também está relacionada principalmente com o reajuste da gasolina, mas que o índice também deve ser aliviado por uma expectativa de que a alimentação no domicílio siga controlada ao longo de 2026. O número desse grupo não deve ser tão baixo quanto o do ano passado, mas, segundo Romão, o cenário parece favorável, com boas safras no radar e um câmbio controlado.

article

Fim da escala 6x1 gera custo que será repassado ao consumidor, diz presidente da CNI

A redução da jornada de trabalho no Brasil gera custos adicionais para empregadores, que repassarão o impacto para os preços ao consumidor, afirma o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Ricardo Alban. Ele se diz pessoalmente a favor do regime de cinco dias de trabalho por dois de descanso, mas alerta que tal evolução comprometeria ainda mais a competitividade dos produtos brasileiros, já afetada pela baixa produtividade. O fim da escala 6x1 é uma das vitrines que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deseja apresentar na sua campanha à reeleição. "Nós não temos condições. Quem vai pagar a conta sabe quem é? É o consumidor de novo. Esse custo vai ser repassado", diz ao C-Level Entrevista, videocast semanal da Folha. Alban afirma ainda que a revisão jurídica do acordo entre União Europeia e Mercosul é uma oportunidade para discutir aprimoramentos e reduzir riscos futuros. Ele minimizou o risco de um impacto negativo da decisão tomada pelo Parlamento Europeu. "Nossa proatividade é muito importante no sentido de buscar soluções." O acordo UE-Mercosul foi celebrado no Brasil, mas sofreu um revés com a decisão do Parlamento Europeu de fazer uma revisão jurídica do tratado. Existem estimativas de que esse processo possa consumir cerca de dois anos. Como vê a resistência? Nós vencemos uma etapa de 30 anos. Isso tem que ser comemorado. Obviamente, a construção de convergências nunca é simples, mas tem que ser persistida. Essa dificuldade da judicialização era prevista, talvez até esperada. Acho que é mais uma oportunidade de a gente aprimorar [o acordo]. Pode vir a ajudar a minimizar riscos futuros. Talvez alguns aperfeiçoamentos que gerem menos questiúnculas depois. A gente ainda precisa ver o embalo que vai ser dado a essas tratativas. Não sabemos qual vai ser a toada do processo, como é que ele vai ser, que nós temos a avaliar. Mas, certamente, nossa proatividade é muito importante no sentido de buscar soluções. Quais são os ganhos potenciais da indústria com o acordo? O Brasil passa a ter um período médio superior em oito anos para as adaptações das taxas em relação à União Europeia. Significa que o Brasil terá oito anos a mais para atingir essas metas [de redução das alíquotas]. O mundo está começando a exigir um conceito de complementariedade. As relações comerciais internacionais entre blocos, entre países, vão ser mais eficientes. É o ganha-ganha. Agregar valor em determinado país, em determinada nação, de acordo com suas vantagens competitivas. Nós exportamos muitos produtos semi-industrializados que são complementares na produção americana, que, por sua vez, exporta máquinas e equipamentos para nós. Nós tivemos muito isso com Europa, Alemanha, França, Itália, e diminuiu em termos relativos. Esse acordo poderá ser muito útil nessa volta da complementariedade. O presidente americano renovou a aposta na guerra comercial por conta da Groenlândia. A Europa está discutindo que ações tomar. O que isso traz para a gente do ponto de vista de negócios? Muito do setor industrial ainda está sofrendo [com o tarifaço americano]. Máquinas, equipamentos, calçados, pescado, madeiras. É um grande desafio. Nesse processo todo dos tarifaços, vimos muitas idas e vindas. Não deveria nem ter essa ida, mas [já que há] espero que isso continue a acontecer. Eles vão intensificar parcerias com outros países? Isso sempre. Quando começou o tarifaço, surgiram essas oportunidades. Por isso temos que avançar na negociação bilateral Brasil-Japão e Brasil-México. Aprovar a bitributação com o Reino Unido, que representa demandas de investimentos. Nós ainda somos um país não só estratégico geopoliticamente, mas um mercado com potencial grande. Esperamos construir políticas públicas que transformem esse mercado em um verdadeiro mercado, com capacidade de produção, consumo e geração de riqueza. É um desafio, e esse ano eleitoral vai dar o norte do que nós podemos esperar, pelo menos para um futuro mais próximo. No ano passado, a pauta foi só crise. Nós temos agora uma pauta política, não dá para fugir da realidade. Não vamos ter uma pauta fiscal, porque ela praticamente foi resolvida até o final do ano. Esse país tem que parar de pensar só em déficit primário. Nós temos que encarar com muita seriedade o déficit nominal. Ele é o mais preocupante no médio e longo prazo, porque nós temos um serviço da dívida impagável. Nós não podemos trabalhar com os juros reais nessa magnitude, com uma dívida que já representa quase 90% do PIB nacional. O mercado precificava cortes nos juros para a reunião do Copom na semana vem, mas agora está jogando essa previsão para março. Como vê a questão? Eu rezo todo dia para estar errado, mas não estou vendo, pelo histórico e por algumas declarações, uma perspectiva do Banco Central baixar esses juros na próxima reunião. Lamentavelmente, porque nada justifica termos juros reais de mais de 10% ao ano. Os juros, no patamar em que o Brasil trabalha, inibem a oferta. Nós já estamos com a perspectiva de crescimento da indústria no próximo ano de 1,6%. É o menor do ciclo de seis anos. Temos que [nos] preocupar com a inflação por falta de oferta, não por excesso de demanda. O sr. falou de eleição, estamos em um ambiente de polarização e estão surgindo também propostas na área econômica. Uma delas é a redução de jornada de trabalho. O ministro Luiz Marinho (Trabalho) falou recentemente que vai cuidar dessa proposta. Como a indústria vê e pretende entrar no debate? Eu sou a favor do [regime] 5x2. Hoje, nós não temos [escala] 6x1. Hoje, de fato, a jornada no Brasil é 5,5 por 1,5. Cinco dias úteis e metade de um dia. A jornada de trabalho de sábado não são oito horas, são quatro. A carga horária média no Brasil está em 38 horas [semanais]. O que nós estamos discutindo no Brasil? A falta de competitividade. A produtividade é baixíssima, não cresce há décadas. Como vamos ter competitividade aumentando o custo? O custo se repassa. Eu, particularmente, entendo que a evolução da relação capital-trabalho, da sociedade, do bem-estar é irmos para 5 por 2. Nós não temos condições. Quem vai pagar a conta sabe quem é? É o consumidor de novo. Esse custo vai ser repassado. Mas como vão tentar colocar esse debate, dado que, segundo pesquisas de opinião, cerca de dois terços da população defendem a redução de jornada? É natural, porque eles não têm a percepção da causa e efeito. O que nós vamos trabalhar é na demonstração disso. É o que já pedimos para o nosso Observatório da Indústria [centro de produção de dados da CNI]. O que isso vai representar na ponta final? O sr. verbalizou uma preocupação grande com a questão fiscal do país. Recentemente, o governo federal aprovou no Congresso o corte linear de 10% nos benefícios tributários, mas a CNI entrou no STF contra essa medida. Por quê? Existem injustiças tributárias? Certamente. Quando faz um corte linear linear de 10%, está resolvendo ou aumentando a injustiça tributária? Se eu tenho 50% de benefício e não preciso dele para o meu negócio, ou eu não transformo ele em eficiência, eu tiro 10%. No outro [negócio] eu preciso e tiro 10%. Você está ajudando a quem? A quem não precisa. Que tipo de gastos tributários o governo deveria ter atacado? Estudando setor por setor o que realmente está dando resultado e o que precisa [cortar]. Essa estratégia foi tentada e derrubada pelo Congresso, onde os lobbies são poderosos. É uma realidade. Mas isso justifica os justos pagarem pelos pecadores? Não é contraditório cobrar ajuste fiscal e ser contra o corte de benefícios tributários? Como é que a indústria é a mais subsidiada se ela é quem paga mais tributos nesse país? Um terço dos impostos são recolhidos pela indústria. Mesmo dentro da indústria, há indústrias diferentes. Exatamente. Por isso tem que ser revisitado, mesmo. É natural, cada um defende o seu interesse, [assim] como o governo defende o interesse dele, sempre aumentando a carga tributária. Pessoalmente, eu conversei com os presidentes da Câmara e do Senado. Colocamos que isso [corte linear] não é justiça tributária. Está fazendo mais injustiça. RAIO-X Ricardo Alban, 66 É formado em engenharia mecânica pela UFBA e em administração pela Escola de Administração de Empresas da Bahia. Trabalhou no grupo Citibank na década de 1980. Desde 1987, é sócio-diretor da Biscoitos Tupy, empresa fundada por sua família. Ocupou cargos em entidades que representam as indústrias da Bahia. Foi vice-presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria) de 2018 a 2023, quando assumiu o comando da entidade, posto exercido atualmente.

Como posso te ajudar?