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Brasil corre risco de sobretaxa dos EUA por importar diesel da Rússia

O Brasil pode ser alvo de tarifas punitivas dos Estados Unidos caso mantenha importações de diesel e outros derivados de petróleo da Rússia, após o senador Lindsey Graham afirmar que o governo de Donald Trump apoia um projeto que prevê sobretaxa mínima de 500% a países que adquiram combustíveis russos. A declaração foi feita pelo autor do Sanctioning Russia Act of 2025, que condiciona a aplicação das medidas a uma determinação formal da Casa Branca. Pelo texto, as tarifas seriam acionadas se o presidente dos EUA concluir que a Rússia se recusa a negociar um acordo de paz com a Ucrânia, viola um entendimento firmado ou inicia uma nova ofensiva militar. Em publicação feita na terça-feira (13/1) no X (antigo Twitter), Graham disse ter conversado com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e defendeu o aumento da pressão sobre Moscou. eldquo;Acredito que seja necessária mais pressão sobre Putinerdquo;, escreveu. O senador acrescentou: eldquo;Sou muito grato pelo trabalho árduo do presidente Trump e de sua equipe para pôr fim ao banho de sangueerdquo;. Na mesma mensagem, Graham indicou alinhamento do governo americano com o TEOR e que Zelensky considera a proposta relevante. eldquo;O presidente Zelensky indicou que o projeto bipartidário de sanções contra a Rússia seria de grande ajuda, e o presidente Trump está totalmente a bordoerdquo;, escreveu. O senador também direcionou o recado a países que mantêm compras de energia russa. eldquo;Àqueles que compram petróleo russo barato, sustentando a máquina de guerra de Putin, o preço está prestes a subirerdquo;, afirmou. Dias antes, em entrevista ao The Daily Star, em 8 de janeiro de 2026, Graham mencionou possíveis alvos da proposta. eldquo;Este projeto de lei permitirá ao presidente Trump punir os países que compram petróleo russo barato, abastecendo a máquina de guerra de Putinerdquo;, disse, ao citar China, Índia e Brasil. Tarifa de 500% O projeto estabelece que a tarifa mínima de 500% incidirá sobre bens e serviços importados de países que, de forma consciente, negociem petróleo, gás, urânio ou derivados russos. A legislação prevê a possibilidade de uma isenção temporária, por até 180 dias, a critério do presidente dos EUA, em situações específicas. Apresentada em abril de 2025 a proposta ainda aguarda análise no Senado, mas amplia o alcance das sanções americanas ao incluir países que mantêm relações comerciais com o setor energético russo. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que, em 2025, o Brasil importou US$ 4,88 bilhões emdash; cerca de R$ 26 bilhões emdash; em derivados de petróleo e minerais betuminosos.

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Furto de combustível volta a crescer no Brasil após seis anos de queda

A imagem de gasolina jorrando como se fosse um poço de petróleo nos filmes da TV chamou a atenção na zona rural de Orlândia, cidade do norte paulista, a 365 km da capital paulista. O caso, ocorrido em outubro do ano passado, ajudou a inflar a alta nas estatísticas de furto de derivados de petróleo transportados em dutos no país. Segundo dados da Transpetro, subsidiária da Petrobras responsável pela logística de combustíveis, em 2025 foram 31 casos de derivação clandestina, ou seja, intervenções criminosas para furtar petróleo e seus derivados com perfuração em dutos enterrados ou aparentes. Em 2024, foram 25 registros. A quantidade de furtos ou tentativas quebrou uma sequência de quedas nesse tipo de criminalidade desde 2018, quando houve o recorde de 261 casos. A série histórica começou em 2015, e o primeiro caso registrado pela Transpetro foi em 2011. Os números cresceram apesar do investimento de R$ 100 milhões por ano em ações preventivas, como sensores que mapeiam em tempo real diferenças de pressão nos dutos emdash;indicador de invasãoemdash;, inteligência artificial, e uso de drones e escolta armada para fiscalização, além da inauguração de um centro de operações no Rio de Janeiro. "Apenas uma derivação clandestina é capaz de levar à morte de pessoas, provocar danos irreparáveis ao meio ambiente ou colocar em risco o abastecimento de combustíveis em infraestruturas críticas", diz Sérgio Bacci, presidente da Transpetro. Questionadas, nem a empresa, nem a Petrobras, informaram o valor do prejuízo. "A divulgação de volumes ou valores associados a furtos em dutos pode incentivar a prática criminosa. Por isso, a Transpetro não compartilha essas informações", diz a subsidiária. São Paulo puxou a alta. Com 22 registros, o estado foi responsável por 70% dos furtos no país no ano passado emdash;em 2024 haviam sido 17 ocorrências. Em contrapartida, a estatística despencou no Rio de Janeiro. Foram registradas 13 ações criminosas no estado em 2020, contra uma em 2025. Segundo a estatal, essa redução é resultado da eficácia de ações integradas com autoridades de segurança pública e do trabalho preventivo. Sem citar números das operações, a Secretaria da Segurança Pública paulista afirma que tem intensificado as ações de enfrentamento aos crimes de derivações clandestinas. A pasta diz que a prática representa risco à segurança da população, ao meio ambiente e à infraestrutura crítica do estado. "As forças de segurança do estado seguem atuando de forma integrada para reprimir esse tipo de crime e responsabilizar os autores", afirma. "O aumento das derivações clandestinas em São Paulo não pode ser interpretado como evento episódico, mas como um risco estrutural e sistêmico", afirma Bacci, em nota. São Paulo é um mercado promissor para esse tipo de crime, pois conta com importantes dutos que ligam refinarias emdash;como a de Paulínia, a maior do Brasil, na região de Campinas. O estado é atravessado pelo oleoduto São Paulo-Brasília, o maior do país em extensão e volume movimentado (962 km, capacidade para transportar cerca de 800 mil m³ de petróleo e derivados por mês). Além disso, São Paulo tem a maior malha de dutos do país e um mercado consumidor robusto e contínuo, o que assegura rápida absorção do produto furtado, diz Bacci. A infraestrutura logística e viária densa também facilita o escoamento clandestino e a pulverização da mercadoria ilícita. Na ocorrência de Orlândia, em uma fazenda no limite com o município de Sales Oliveira, houve forte odor por causa da gasolina que jorrou, risco de explosão e contaminação ambiental, segundo a prefeitura disse na época. Um homem foi preso em um matagal. Segundo a polícia, ele afirmou que havia ido até a fazenda durante a noite com outros quatro comparsas emdash;os demais conseguiram fugir. Um caminhão-tanque, para onde seria feita a transposição do combustível, foi abandonado no local. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirma que as investigações em andamento pela Polícia Civil resultaram na instauração de um inquérito policial. O suspeito permanece preso preventivamente (sem prazo). "As apurações seguem com a análise de um aparelho celular apreendido, encaminhado ao Instituto de Criminalística para extração de dados, além da aguardada resposta a ofícios enviados à Transpetro", diz a pasta. A tática no caso é padrão entre as quadrilhas, explica a subsidiária da Petrobras. Geralmente, elas agem à noite, e levam o combustível furtado em caminhões-tanque ou pipa, ou ainda em veículos adaptados. De acordo com histórico de ocorrências, pessoas especializadas em ferramentaria participam das ações, com trabalho de perfuração dos dutos de aço e instalação de válvulas improvisadas. Mangueiras como as de bombeiros são usadas para levar o combustível aos caminhões. Na nota, o presidente da Transpetro pede mais ação das forças de segurança para os números voltarem a cair. Ele também cobra mais rigor na legislação contra o crime. Há dois projetos em tramitação no Congresso Nacional sobre o tema, que tipificam crime de furto e roubo de combustíveis. Um é do deputado Juninho do Pneu (União-RJ), e outro da senadora licenciada Simone Tebet (MDB-MS), atual ministra do Planejamento do governo Lula. O de autoria do deputado aguarda tramitação no Senado e o da ex-senadora espera tramitação na Câmara dos Deputados. O de autoria do deputado aguarda tramitação no Senado e a da ex-senadora espera tramitação na Câmara dos Deputados.

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Enel é multada em R$ 14 milhões por falhas no fornecimento de energia

A Enel, concessionária de energia que atende principalmente a região metropolitana de São Paulo, foi multada em R$ 14 milhões por falhas no fornecimento de energia elétrica ocorridas no final do ano passado. A multa foi aplicada pelo Procon-SP após o recebimento de diversas reclamações de clientes. O Procon informou que a multa se refere a falhas ocorridas entre os dias 21 e 23 de setembro e 8 e 14 de dezembro, quando diversos moradores da Grande São Paulo reclamaram da falta de energia elétrica por um período superior a 48 horas. Segundo o órgão, esse problema infringe o artigo 22 do Código de Defesa do Consumidor que afirma que concessionárias, empresas ou órgãos públicos eldquo;são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuoserdquo;. Desde 2019, o Procon já autuou a Enel nove vezes. Em dezembro do ano passado, a Enel já havia sido multado pelo Procon Paulistano, um órgão da prefeitura de São Paulo. A multa aplicada neste caso foi de R$ 14,3 milhões depois que milhões de consumidores da capital ficaram sem energia por causa da passagem de um ciclone extratropical ocorrido entre os dias 8 e 10 de dezembro. Em razão das constantes falhas no fornecimento, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital, Ricardo Nunes, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), se reuniram em meados de dezembro e anunciaram que levarão à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um pedido de caducidade do contrato de concessão de distribuição que a Enel detém na capital paulista e em outros 23 municípios da região metropolitana. Já no início deste ano, o presidente Lula determinou a apuração de falhas da Enel e que fossem adotadas eldquo;medidas cabíveis e necessárias à plena garantia da prestação adequada, contínua e eficiente do serviço público de distribuição de energia elétricaerdquo; à população da região metropolitana de São Paulo. Mais de 4 milhões foram afetados Procurada pela Agência Brasil, a Enel ainda não se manifestou sobre a aplicação da multa pelo Procon-SP. Mais cedo, a empresa havia confirmado que 4,4 milhões de clientes foram afetados pela falta de energia na região metropolitana de São Paulo após a passagem de um ciclone extratropical em dezembro. Esse número, esclareceu a empresa, se refere eldquo;à soma de unidades afetadas ao longo de mais de 12 horas seguidas de ventos forteserdquo;. Anteriormente, o número estimado de clientes afetados era de 2,2 milhões. eldquo;À medida em que a empresa reconectava clientes desligados, outros eram impactados sucessivamente com a força do vendaval. A informação foi apurada pela própria companhia pós-evento climático. A distribuidora destaca que o volume de 2,2 milhões de clientes atingidos emdash; divulgado durante a operação de restabelecimento de energia emdash; corresponde ao pico de instalações interrompidas simultaneamenteerdquo;, escreveu a empresa, em nota. (Agência Brasil)

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Petróleo passa a cair após Trump diminuir tom sobre possíveis ataques ao Irã

O petróleo passa por um dia de reviravoltas nesta quarta-feira (14). Os principais contratos futuros fecharam a sessão com ganhos, por volta das 16h (horário de Brasília). O petróleo WTI para fevereiro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 1,42% (US$ 0,87), a US$ 62,02 o barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 1,6% (US$ 1,05), a US$ 66,52 o barril. Ambos renovaram maiores níveis desde outubro e setembro de 2025, respectivamente. Contudo, no fim da tarde, houve uma mudança de sinal da commodity em Londres e Nova York no pós-mercado após declarações do presidente americano, Donald Trump. O petróleo, que subia quase 2% mais cedo, chegou a cair quase 3% nas duas praças no fim da tarde, com a observação de Trump, no sentido de que execuções de manifestantes no Irã teriam acabado. Ele disse nesta quarta que eldquo;não há planos para execuçõeserdquo; no Irã e que a eldquo;matança está parandoerdquo;. O comentário foi interpretado como uma redução de tom na retórica do presidente dos EUA, que havia sinalizado a intenção de mobilizar inclusive meios militares contra o país persa, importante produtor de petróleo, caso prosseguisse a repressão de manifestantes que resultasse em mortes. Assim, às 19h (horário de Brasília), o WTI caía cerca de 1%, a US$ 60 o barril, enquanto o brent tinha baixa de 0,75%, na casa dos US$ 65. (com Agência Estado)

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Petrobras amplia portfólio sustentável com diesel de conteúdo renovável

A Petrobras anunciou a ampliação de sua linha de combustíveis sustentáveis com a incorporação de versões renováveis do Diesel Podium e do Diesel Verana. Os dois produtos passam a contar com 5% de conteúdo renovável em sua composição, iniciativa que fortalece a atuação da empresa em soluções de baixo carbono voltadas a diferentes segmentos de mercado, do uso automotivo premium ao setor náutico de lazer. No caso do Diesel Petrobras Podium, destinado principalmente a SUVs e picapes de uso pessoal, a nova formulação permite uma redução aproximada de 3% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel mineral tradicional. O combustível é produzido por meio do coprocessamento de diesel mineral com 5% de matéria-prima renovável, como óleo vegetal ou gordura animal. Apesar da mudança, o produto mantém todas as propriedades do diesel S10 100% mineral, dispensando qualquer adaptação nos motores. Desenvolvido e testado pelo Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), o Diesel Podium renovável foi projetado para garantir alto desempenho, com melhor aproveitamento da potência dos motores e maior proteção dos sistemas de combustão. A formulação contribui para reduzir corrosão, formação de depósitos e desgaste de componentes, ampliando a vida útil do motor. Já o Diesel Verana, único diesel premium voltado exclusivamente ao mercado náutico de lazer, também passa a incorporar 5% de conteúdo renovável. Assim como o diesel rodoviário, o produto proporciona uma redução estimada de cerca de 3% nas emissões de gases de efeito estufa ao longo de seu ciclo de vida e pode ser utilizado sem ajustes nos motores das embarcações. Testado pelo Cenpes em condições reais de operação no mar, o novo Diesel Verana apresenta benefícios adicionais voltados ao conforto e à segurança. Entre eles estão o abastecimento mais rápido, sem formação excessiva de espuma, a diminuição do odor típico do diesel marítimo e uma performance superior, com maior confiabilidade e potência. A alta estabilidade do combustível também assegura proteção extra às partes do motor que entram em contato com o diesel, inclusive durante longos períodos de inatividade das embarcações. Ao comentar o lançamento, o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, destacou a estratégia da companhia de expandir sua presença no segmento premium com soluções sustentáveis. eldquo;Ao adicionar ao seu portfólio produtos com conteúdo renovável adequados às necessidades do consumidor e que mantêm o alto nível de qualidade, a Petrobras reafirma seu propósito de expandir a atuação no segmento de mercado premium. Estamos atuando em soluções aplicáveis a diversos setores, expandindo a oferta de produtos mais sustentáveis e caminhado no rumo de uma transição energética justa, de acordo com as atuais demandas da sociedadeerdquo;, afirmou. Os novos combustíveis são produzidos na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), localizada em Cubatão, no estado de São Paulo. O Diesel Podium com conteúdo renovável será comercializado inicialmente nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Já o Diesel Verana estará disponível no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo, ampliando o acesso a alternativas mais sustentáveis no mercado nacional de combustíveis premium.

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Varejo registra queda em 2025 em relação ao ano anterior, aponta índice

As vendas do comércio brasileiro encerraram 2025 com leve queda acumulada de 0,5% em relação a 2024, de acordo com o Índice do Varejo Stone (IVS), indicador privado que acompanha mensalmente a movimentação do setor. Na comparação anual, o volume de vendas recuou 1,5%. Em dezembro, o varejo registrou retração de 0,9% frente a novembro. O resultado oficial do comércio, medido pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), será divulgado no dia 13 de fevereiro. No quarto trimestre de 2025, o volume de vendas do varejo caiu 1,7% em relação ao mesmo período de 2024 e recuou 0,9% frente ao terceiro trimestre do ano. No recorte mensal, apenas três dos oito segmentos analisados registraram alta em dezembro. O destaque foi Material de Construção, com crescimento de 1,7%, seguido por Artigos Farmacêuticos (0,6%) e Combustíveis e Lubrificantes (0,3%). Entre os setores com retração no mês estão Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (5,5%), Tecidos, Vestuário e Calçados (3,4%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (3,2%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (0,5%) e Móveis e Eletrodomésticos (0,1%). Na comparação anual, quatro segmentos apresentaram alta: Móveis e Eletrodomésticos (2,4%), Artigos Farmacêuticos (1,5%), Material de Construção (0,9%) e Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (0,3%). As maiores quedas ocorreram em Combustíveis e Lubrificantes (5,7%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (4,6%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (4,3%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (0,4%). No quarto trimestre, em relação ao terceiro, houve avanço em Móveis e Eletrodomésticos (1,1%), Artigos Farmacêuticos (0,4%), Material de Construção (0,5%) e Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (0,3%). Em contrapartida, recuaram Combustíveis e Lubrificantes (2,6%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (2%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (1,2%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (0,4%). No acumulado de 2025, apenas Combustíveis e Lubrificantes (1%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (0,9%) registraram crescimento. Os demais setores fecharam o ano no negativo, com destaque para Móveis e Eletrodomésticos (2,2%) e Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (0,8%). Na análise regional, apenas três estados apresentaram crescimento das vendas na comparação anual. O maior avanço foi registrado no Piauí (2,3%), seguido por Alagoas (1,2%) e Rondônia (1,1%). Entre os estados com maiores quedas estão Mato Grosso do Sul (5,9%), Amazonas (5%), Ceará (4,4%), Tocantins (4,3%), Espírito Santo e Rio Grande do Sul (4,2%), além de Rio de Janeiro (3%), São Paulo (1,8%) e Minas Gerais (2,5%). Para Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, o varejo terminou 2025 com um esgotamento claro dos fatores que sustentaram o consumo ao longo do ano. - Mesmo com um mercado de trabalho ainda resiliente, juros elevados, crédito caro e um nível alto de endividamento das famílias reduziram a capacidade de novas compras, especialmente de bens de maior valor. Esse cenário ajuda a explicar a perda de fôlego mais intensa observada no fim do ano. (Blog de Míriam Leitão)

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