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Analistas já aguardam reestruturação da dívida da Raízen

Os analistas dos setores de energia e combustíveis aguardam para os próximos dias o anúncio de alguma proposta de reestruturação da dívida da Raízen, joint venture entre Cosan e Shell que é uma das maiores produtoras globais de açúcar e etanol, além de uma das principais distribuidoras de combustíveis do Brasil. A empresa enfrenta deterioração financeira, com aumento acelerado da dívida líquida, que já passa de R$ 50 bilhões emdash;cinco vezes mais do que suporta uma operação do seu porte, segundo analistas. A avaliação geral entre especialistas que acompanham a empresa é que a companhia necessita de uma expressiva capitalização dos acionistas. Em relatório divulgado na segunda-feira (9), o banco suíço UBS afirmou que a companhia demanda uma injeção de capital entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões para reequilibrar a estrutura financeira. Porém, não há consenso de que os acionistas estão dispostos a fazer um aporte dessa monta. Uma combinação de dissabores levou a Raízen à atual encruzilhada. Perdas de safras na cana-de-açúcar, problemas na distribuição de combustíveis, que só recentemente têm melhorado, e a pressão dos juros altos, que ajudam a turbinar os passivos. Também pesaram os altos investimentos em etanol de segunda geração, que ainda não deram o retorno esperado. Além do endividamento, movimentos recentes da própria empresa contribuíram para a percepção de que uma decisão está prestes a ser anunciada. Na segunda-feira (9), a Raízen informou em fato relevante que havia escolhido a Rothschild eamp; Co como assessora financeira e os escritórios Pinheiro Neto Advogados e Cleary Gottlieb Steen eamp; Hamilton LLP como consultores legais para avaliar alternativas de reestruturação financeira, incluindo renegociação de dívidas e venda de ativos. A possibilidade de um desfecho iminente foi reforçada nesta quarta-feira (11) quando se tornou público que o BNDES avalia fazer um aporte junto com os controladores. A informação foi divulgada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Segundo a Folha apurou, o governo está preocupado com a situação financeira da empresa, mas não existe consenso dentro do próprio banco público de que deva participar de uma operação, uma vez que a empresa é totalmente privada e conta com acionistas de grande porte. Segundo reportagem da Bloomberg, um grupo de credores já formou um comitê e contratou assessoria jurídica já prevendo a possibilidade de renegociação da dívida. A assessoria de imprensa da Raízen disse que a empresa está no período de silêncio que antecede a divulgação de resultados, marcada para esta quinta-feira (12), e também não comenta uma possível reestruturação. O BNDES informou à Folha que não comenta assuntos relativos a empresas de capital aberto. REVISÃO DA NOTA O fato é que os cenários para a Raízen pioram. Ainda na segunda, como reação ao anúncio da contratação dos assessores, as três principais agências de risco, Seamp;P Global, Moodyersquo;s e Fitch, rebaixaram a sua nota. Na Seamp;P, a revisão foi da nota BBB-, dada a empresas com capacidade adequada de cumprir pagamentos, para CCC+, na qual se enquadram operações de alto risco. A perspectiva também foi alterada para negativa, o que significa que a nota pode piorar ainda mais. A Moodyersquo;s fez uma revisão de Ba1, patamar onde ficam empresas que conseguem cumprir compromissos acessando o mercado, ainda que pagando juros maiores, para Caa1, faixa em que ficam negócios com dificuldade de cumprir os compromissos financeiros. A perspectiva também está negativa. Segundo a Moodyersquo;s, três fatores básicos (nível elevado da dívida, desempenho operacional ainda em recuperação e incerteza sobre o aporte dos acionistas) aumentaram os riscos de que uma reestruturação ocorra em condições adversas, ou tenha perfil similar a de um default emdash;ou seja, leve a suspensão de pagamentos. A Fitch fez duas rodadas de rebaixamento na segunda-feira, uma pela manhã e outra depois do anúncio de contratação dos assessores para a reestruturação financeira. A avaliação da agência é que agora existe risco substancial de inadimplência. PIORA FINANCEIRA Entre o final de 2024 e o encerramento do segundo trimestre do ano-safra 2025/2026, o dado público mais recente, a chamada dívida líquida (total de dívidas menos o caixa disponível) foi de R$ 34,3 bilhões para R$ 53,4 bilhões emdash;uma expansão de R$ 19 bilhões em seis meses. Houve também uma piora recorrente da alavancagem, indicador que mede o nível de endividamento em relação à capacidade de a empresa de gerar lucro, medido pelo Ebitda ajustado (sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, excluindo variações eventuais). Quando menor a alavancagem, na faixa de 1 ou 2 vezes o Ebitda, melhor a situação. Quando fica acima de 5 vezes é sinal de risco financeiro. No caso da Raízen, no mesmo período de seis meses, a alavancagem foi de 3,2 vezes o Ebitda ajustado para 5,1 vezes.

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Recap promove evento de combate às fraudes

O Sindicato dos Postos de Combustíveis de Campinas e Região endash; RECAP realizou, ontem (11), em sua sede, o Fórum Técnico de Esclarecimento: Governo de São Paulo na Vanguarda do Combate às Fraudes do Mercado de Combustíveis, um evento em formato de seminário que abordará as principais mudanças regulatórias, avanços tecnológicos e impactos operacionais decorrentes das Portarias nº 159/2022 e nº 264/2021, estabelecidas pelo Inmetro (Novo Regulamento Técnico Metrológico endash; RTM, para Bombas de Combustível). O novo RTM traz como eixo central a tecnologia antifraude, com obrigatoriedade de substituição dos equipamentos e cronograma de adequação progressiva a partir de 2029, impactando diretamente a operação dos postos revendedores em todo o país. Temas em destaque - Novo Regulamento Técnico Metrológico (RTM) para bombas de combustível - Portarias Inmetro nº 159/2022 e nº 264/2021 - Tecnologia antifraude: conceitos, funcionamento e requisitos técnicos - Obrigatoriedade de substituição dos equipamentos - Cronograma oficial de adequação - Impactos práticos para revendedores e operadores O seminário será conduzido pelo Superintendente do IPEM/SP, Marcos Heleno Guerson Oliveira Junior, pelo Superintendente de Fiscalização do Abastecimento da ANP, Julio Cesar Candia Nishida, e a participação do diretor do Instituto Combustível Legal - ICL-, Carlo Rodrigo Faccio. Este será um momento estratégico para atualização regulatória, esclarecimento técnico e preparação para as exigências que impactarão o setor nos próximos anos. Teremos também exposição dos novos equipamentos antifraudes com as empresas fabricantes.

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Deputados podem votar proposta que reajusta multa por adulteração de combustíveis

O Plenário da Câmara os Deputados reúne-se nesta quarta-feira (11), a partir das 13h55, e pode analisar, entre outros itens, o Projeto de Lei 399/25, que altera a legislação sobre qualidade de combustíveis no país para reforçar a fiscalização do setor. Entre outros pontos, o texto, de autoria do deputado Flávio Nogueira (PT-PI), reajusta a multa por adulteração de combustíveis, que sobe para R$ 90 mil a R$ 20 milhões (hoje é de R$ 20 mil a R$ 5 milhões), um aumento de cerca de 300%. Veja a pauta completa Fonte: Agência Câmara de Notícias

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CNC reforça necessidade de negociação coletiva em debate sobre jornada 6×1

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) participou do programa Participação Popular, da TV Câmara, que discutiu os impactos da possível extinção da escala 6×1 e outras mudanças na jornada de trabalho. A entidade foi representada pelo advogado especialista da CNC Roberto Lopes. O debate, transmitido ao vivo, contou também com a presença de Valeir Ertle, secretário nacional de Assuntos Jurídicos da CUT, além da participação virtual do deputado Leonardo Monteiro (PT-MG), autor dos requerimentos para realização da discussão, e de Daniel Duque, economista e pesquisador do FGV Ibre. Durante sua intervenção, Roberto Lopes reafirmou o posicionamento institucional da CNC de que alterações na jornada de trabalho precisam ser construídas por meio da negociação coletiva, respeitando as realidades específicas de cada setor da economia. eldquo;A CNC entende que mudanças na jornada devem ser fruto do diálogo e da negociação coletiva, garantindo segurança jurídica e sustentabilidade para empresas e trabalhadores. Não existe solução única que atenda de forma igual a todos os setores produtivoserdquo;, destacou o representante da entidade. Lopes lembrou que diversos segmentos já adotam modelos específicos de jornada pactuados por acordos coletivos, como ocorre no setor de saúde, com o regime 12×36, por exemplo. Segundo o advogado, o modelo negociado tem se mostrado eficiente para atender simultaneamente às necessidades dos empregadores e dos trabalhadores. eldquo;O caminho mais seguro e sustentável é a construção coletiva e gradual. As negociações já em curso no País permitem, inclusive, jornadas menores, e hoje temos uma média real nacional de 38,5 horas semanais. Isso é resultado da maturidade das relações de trabalho no Brasilerdquo;, afirmou. O representante da Confederação alertou que mudanças abruptas e impostas sem diálogo podem gerar efeitos negativos, especialmente no setor de comércio e serviços, que reúne grande número de pequenas empresas. Entre os riscos apontados estão o aumento de custos operacionais, perda de competitividade, avanço da informalidade e impactos diretos em áreas essenciais do setor público, como saúde e educação. eldquo;Uma alteração desse porte precisa ser amplamente debatida. Mudanças precipitadas podem produzir desequilíbrios econômicos e sociais que atingem principalmente as pequenas empresas, que têm menor capacidade de absorção de custos adicionaiserdquo;, acrescentou Roberto Lopes. Lopes reiterou que a entidade está aberta ao diálogo e disposta a contribuir para a construção de soluções equilibradas para o mercado de trabalho. A transmissão completa do programa pode ser acessada no canal da TV Câmara no YouTube. Clique aqui

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Governo libera setores estratégicos do pré-sal para maior leilão do regime de partilha

O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) informaram nesta quarta-feira, 11, que foi assinada a manifestação conjunta para inclusão de 18 novos blocos no pré-sal na Oferta Permanente de Partilha (OPP). A inclusão de áreas profundas e ultraprofundas nas bacias de Campos, Santos e Espírito Santo vai viabilizar o maior leilão da história da modalidade, segundo o governo federal. A decisão autoriza a inclusão de 18 novos blocos, que se somam aos oito já previstos em edital, viabilizando uma rodada inédita com 26 blocos. A estimativa é de até R$ 3,2 bilhões em bônus de assinatura, R$ 1,6 trilhão em arrecadação governamental ao longo do ciclo dos contratos e cerca de R$ 1,4 trilhão em investimentos. Em nota, o MME destaca que a decisão com repercussão imediata eldquo;amplia significativamente o número de áreas disponíveis para exploração com impacto esperado direto sobre a economia, com geração de receitas públicas, atração de investimentos de longo prazo e fortalecimento da cadeia produtiva de óleo e gáserdquo;. Em uma postagem em rede social, o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, Renato Dutra, definiu a decisão como eldquo;um dia histórico para o setor energético nacionalerdquo;. A Oferta Permanente é, no momento, o principal modelo de licitação de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. Há duas modalidades: a Oferta Permanente de Concessão (OPC) e Oferta Permanente de Partilha da Produção (OPP). Em ambos, os ciclos têm início quando uma ou mais empresas inscritas para participar do processo manifestam interesse nos blocos em oferta.

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Comlurb recebe 100 caminhões a biometano para suas operações de limpeza urbana no Rio

A Comlurb, empresa de limpeza urbana do Rio de Janeiro, recebeu 100 caminhões movidos a biometano que substituirão parte da frota de veículos a diesel da empresa. O biocombustível será fornecido pela Gás Verde. O gás renovável é produzido no aterro de Seropédica (RJ). Com isso, a Comlurb fecha o ciclo da coleta do lixo endash; que se transforma em biometano e abastece a frota, dentro do conceito de economia circular. A expectativa é que sejam reduzidas mais de 5,5 mil toneladas de CO² por ano com a adoção do biometano na frota da Comlurb, que cita, ainda, ganhos com a redução do ruído dos veículos com a nova frota. Os veículos farão os serviços de coleta domiciliar, remoção de lixo público e apoio às atividades de manutenção, operação e limpeza dos ecopontos em bairros nas Zonas Oeste e Sudoeste do Rio.

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