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Importação de biodiesel na mira do mercado

O tema da importação de biodiesel voltou à pauta do mercado de combustíveis esta semana, com a conclusão no dia 12 de janeiro da consulta pública sobre a proibição do uso do combustível importado para o atendimento ao percentual obrigatório da mistura de diesel. A norma prevê que todo o biodiesel comercializado para cumprir com o mandato de 15% no diesel seja oriundo de unidades produtoras autorizadas pela ANP. A discussão se refere a 20% da demanda, já que 80% do total precisa ter origem de produtores que detém o Selo Biocombustível Social. O debate ocorre num momento de aumento da demanda pelo produto. A StoneX projeta que a demanda por biodiesel pode alcançar a marca de 10,5 milhões de toneladas em 2026, caso a mistura de 15% seja mantida durante todo o ano. Na hipótese do aumento da mistura para 16% a partir de março, a demanda pode superar 11 milhões de m³, exigindo cerca de 8,9 milhões de toneladas de óleo de soja. Na sexta (16/1), seis entidades do setor divulgaram uma nota conjunta em que pedem o fim da restrição e afirmam que a vedação do acesso aos fornecedores internacionais impede que as distribuidoras exerçam a liberdade de negociação. O documento afirma que ampliar as opções de suprimento reduziria a volatilidade do custo de cumprimento do mandato. eldquo;Não há fundamento técnico ou econômico para restringir, por via infralegal, o acesso a fontes adicionais de suprimento que aumentem a contestabilidade do mercado e contribuam para disciplina competitiva na formação de preços do diesel Berdquo;, afirma a nota. Veja a íntegra. O posicionamento é assinado por: Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP); Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom); Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Bicombustíveis (Brasilcom); Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustiveis); Sindicato Nacional dos Transportadores Revendedores Retalhistas (SindTRR); Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro (Semove). A proibição da importação é defendida pelo setor produtivo nacional. A Análise de Impacto Regulatório (AIR) elaborada por um grupo de trabalho sobre o tema, coordenado pelo MME, concluiu que a abertura do mercado a produtores internacionais pode eldquo;comprometer a segurança energética nacional e tem potencial de enfraquecer a capacidade de resposta diante de choques externoserdquo;. Veja a íntegra. A conclusão foi de que, devido à existência de práticas desleais de comércio emdash; como subsídios e dumping emdash;, a proteção ao setor produtivo nacional é eldquo;essencial para garantir sua integridade, competitividade e continuidadeerdquo;. O tema rachou o governo: a ala mais voltada para o agronegócio e energia defende a vedação da importação, enquanto o Ministério da Fazenda e a ANP são a favor da abertura total do mercado. Os ministérios ligados ao agronegócio e agricultura familiar (Mapa e MDA), assim como o MDIC e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) acompanharam o Ministério de Minas e Energia (MME) na proibição da importação. O assunto estava previsto na pauta da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que era esperada para novembro, que acabou cancelada e levou à abertura da consulta. Agora, a expectativa é que o tema retorne ao conselho. A compra de biodiesel no exterior para atender ao mercado interno está suspensa desde 2023, quando o CNPE criou o grupo de trabalho sobre o tema.

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Oscilações do petróleo com tensões geopolíticas geram incertezas para preços dos combustíveis

Os preços do barril do petróleo voltaram a ter grandes oscilações nas primeiras semanas de janeiro, devido às tensões geopolíticas em países importantes para esse mercado, como a Venezuela e o Irã. O cenário gera incertezas sobre os reajustes nos preços dos combustíveis no Brasil, tema sensível sobretudo no começo de um ano eleitoral. Depois de cinco dias consecutivos de alta, na quinta (15/1) o Brent recuou 4,14%, a US$ 63,76 o barril. Já o WTI encerrou o dia a US$ 59,19 o barril, queda de 4,56% . A recente sequência de alta vinha sendo sustentada pelas incertezas sobre o Irã, um dos maiores produtores do mundo. O país enfrenta uma onda de protestos contra o atual governo. Os preços voltaram a cair depois da sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que não vai atacar o país. Trump vinha apoiando as manifestações nos últimos dias. Outro sinal de alívio para o mercado global foi a indicação da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, de que fará reformas para atrair investimentos para a produção de petróleo no país. Segundo Rodrígues, a Venezuela produziu 1,2 milhão de barris/dia em dezembro. Com o arrefecimento das tensões entre EUA e Irã e a perspectiva de aumento na oferta venezuelana, o mercado global retoma as perspectivas de sobreoferta da commodity que vinham se desenhando para 2026 e apontavam para uma queda nos preços. A commodity vivia uma trajetória de queda antes das crises geopolíticas. Com isso, há incertezas sobre quando a Petrobras fará mudanças nos preços dos combustíveis para o mercado interno. A estatal tem buscado manter uma política de eldquo;movimentos graduaiserdquo;, sem acompanhar as oscilações de curto prazo. Os preços do diesel estão inalterados desde maio. No caso da gasolina, o reajuste mais recente foi em outubro. Nas últimas semanas, os preços dos combustíveis da Petrobras ficaram acima das cotações no mercado internacional em diversas ocasiões e abriram espaço para a atuação dos importadores, segundo a Abicom. A entidade estima que o litro da gasolina vendida pela estatal chegou a ficar R$ 0,34 mais cara que os preços internacionais no dia 7 de janeiro. Nesse mesmo dia, o diesel estava R$ 0,17 acima da paridade Na quinta (15/1), a Abicom estimou que a gasolina seguia R$ 0,22 acima dos preços globais, com espaço para uma redução de 8%. O diesel, no entanto, estava R$ 0,13 abaixo da paridade internacional, com uma diferença de 4%. Ao definir o preço nas refinarias, a estatal não se baseia apenas na cotação do Brent ou na paridade de exportação, mas também na evolução do câmbio e na participação do mercado. O tópico é sensível para a população, que já vem sentindo no bolso o aumento dos impostos estaduais, que entrou em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026.

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Financiamento de biocombustíveis bate recorde em 2025 com R$ 6,4 bi, diz BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 6,4 bilhões em crédito para produção de biocombustíveis em 2025, superando o recorde anterior, de R$ 4,8 bilhões, registrado em 2010. A partir de 2023, o banco retomou o apoio à produção de bicombustíveis no país, em projetos diversificados, com etanol de milho e trigo, além do biometano. Nos últimos três anos, já foram aprovados R$ 13,3 bilhões, cifra 204% maior que a alcançada entre 2019 e 2022. eldquo;Ao financiar energia limpa e renovável, o BNDES fortalece a indústria nacional, contribui com a redução das emissões e consolida o país como protagonista da transição energética justa e sustentávelerdquo;, afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante. (Estadão Conteúdo)

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Petrobras vai fornecer bunker com 24% de teor de biodiesel a armador norueguês Odfjell

A Petrobras fechou um contrato para fornecer combustível marítimo com uma parcela de biodiesel ao armador norueguês Odfjell, com a entrega de até 12 mil toneladas ao longo de 2026. O acordo prevê o fornecimento do chamado Very Low Sulfur (VLS) B24, um combustível com baixo teor de enxofre composto por 24% de biodiesel e 76% de óleo mineral oriundo de refinarias da estatal. O abastecimento será feito por barcaças dedicadas a partir do Terminal de Rio Grande (Terig), onde também ocorrerá a mistura do produto. Segundo a estatal, o contrato representa uma ampliação das atividades no mercado internacional de bunker de menor intensidade de carbono. De acordo com a empresa, o combustível possui Certificação Internacional de Sustentabilidade e Carbono nos termos da União Europeia (ISCC EU, em inglês), que assegura a rastreabilidade do biocombustível, o cumprimento de critérios de sustentabilidade e a redução das emissões ao longo da cadeia produtiva. A companhia destaca ainda que o produto está em conformidade com a FuelEU Maritime, que impõe redução progressiva da intensidade de emissões no transporte marítimo europeu. A norma aprovada em 2023 pela UE, em vigor a partir de janeiro de 2025, estabelece metas graduais de redução da intensidade de emissões dos combustíveis usados por navios que operam em portos do bloco, incentivando alternativas renováveis e de baixo carbono A Odfjell é uma empresa norueguesa que atua no transporte marítimo de produtos químicos e granéis líquidos, com operações nas Américas, Europa e Ásia. A empresa opera uma frota de mais de 70 navios, que transportam cerca de 600 tipos de líquidos, como produtos químicos, ácidos, óleos comestíveis e derivados claros de petróleo. Segundo a Petrobras, o acordo se insere em um contexto mais amplo de cooperação entre Brasil e Noruega no setor de energia. A articulação resultou na criação de um corredor verde entre os dois países, formalizado por um memorando de entendimento assinado em fevereiro de 2025, com foco no uso de combustíveis de baixo carbono no transporte marítimo. eldquo;A comercialização do VLS B24 com uma empresa de forte atuação internacional demonstra o avanço consistente da Petrobras rumo a um mercado de baixo carbono, em sinergia com o nosso Plano de Negócios 2026-2030erdquo;, afirmou nota o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser. Em abril de 2025, a Petrobras testou o fornecimento de bunker com 24% de biodiesel ao navio graneleiro Luise Oldendorff, afretado pela Vale, em operação conduzida pela Petrobras Singapore, como parte de iniciativas de descarbonização do transporte marítimo. Dois meses antes, em fevereiro, a estatal havia realizado sua primeira venda do VLS B24 no mercado asiático, em Singapura, em parceria com a fornecedora Golden Island.

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Oscilações do petróleo com tensões geopolíticas geram incertezas para preços dos combustíveis

Os preços do barril do petróleo voltaram a ter grandes oscilações nas primeiras semanas de janeiro, devido às tensões geopolíticas em países importantes para esse mercado, como a Venezuela e o Irã. O cenário gera incertezas sobre os reajustes nos preços dos combustíveis no Brasil, tema sensível sobretudo no começo de um ano eleitoral. Depois de cinco dias consecutivos de alta, na quinta (15/1) o Brent recuou 4,14%, a US$ 63,76 o barril. Já o WTI encerrou o dia a US$ 59,19 o barril, queda de 4,56% . A recente sequência de alta vinha sendo sustentada pelas incertezas sobre o Irã, um dos maiores produtores do mundo. O país enfrenta uma onda de protestos contra o atual governo. Os preços voltaram a cair depois da sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que não vai atacar o país. Trump vinha apoiando as manifestações nos últimos dias. Outro sinal de alívio para o mercado global foi a indicação da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, de que fará reformas para atrair investimentos para a produção de petróleo no país. Segundo Rodrígues, a Venezuela produziu 1,2 milhão de barris/dia em dezembro. Com o arrefecimento das tensões entre EUA e Irã e a perspectiva de aumento na oferta venezuelana, o mercado global retoma as perspectivas de sobreoferta da commodity que vinham se desenhando para 2026 e apontavam para uma queda nos preços. A commodity vivia uma trajetória de queda antes das crises geopolíticas. Com isso, há incertezas sobre quando a Petrobras fará mudanças nos preços dos combustíveis para o mercado interno. A estatal tem buscado manter uma política de eldquo;movimentos graduaiserdquo;, sem acompanhar as oscilações de curto prazo. Os preços do diesel estão inalterados desde maio. No caso da gasolina, o reajuste mais recente foi em outubro. Nas últimas semanas, os preços dos combustíveis da Petrobras ficaram acima das cotações no mercado internacional em diversas ocasiões e abriram espaço para a atuação dos importadores, segundo a Abicom. A entidade estima que o litro da gasolina vendida pela estatal chegou a ficar R$ 0,34 mais cara que os preços internacionais no dia 7 de janeiro. Nesse mesmo dia, o diesel estava R$ 0,17 acima da paridade Na quinta (15/1), a Abicom estimou que a gasolina seguia R$ 0,22 acima dos preços globais, com espaço para uma redução de 8%. O diesel, no entanto, estava R$ 0,13 abaixo da paridade internacional, com uma diferença de 4%. Ao definir o preço nas refinarias, a estatal não se baseia apenas na cotação do Brent ou na paridade de exportação, mas também na evolução do câmbio e na participação do mercado. O tópico é sensível para a população, que já vem sentindo no bolso o aumento dos impostos estaduais, que entrou em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026. A alta no ICMS tem impactos na inflação do diesel, gasolina e gás de cozinha (GLP).

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Postos de gasolina encontraram forma de ganhar mais dinheiro do que a venda de combustível

Os motoristas de todo o Brasil costumam reclamar sobre os altos preços da gasolina, mas os donos dos postos de gasolina encontraram uma outra forma de atrair cada vez mais clientes. As lojas de conveniência se tornaram um outro ponto de alto investimento para os empresários e, muitas vezes, dão lucros ainda maiores do que a própria venda de combustível. Hoje em dia, é comum vermos as lojas de conveniência se tornando até mesmo pontos de encontro para quem quer reunir os amigos. Nas grandes cidades, por exemplo, é possível ver grupos que deixam de se encontrar em bares ou restaurantes para confraternizar nas lojas dos postos de combustíveis. Nesse tipo de loja, são encontrados os mais diversos produtos, incluindo lanches, doces, bebibas alcoólicas, cigarro, itens pessoais e alguns tipos de serviço, como banco 24h, recarga para celular, entre outros. Uma opção completa que deixou de ser apenas um local de parada rápida para os motoristas que precisam abastecer. Postos de gasolina fazem fortuna com lojas de conveniência Uma das estratégias adotadas é de colocar produtos básicos com promoções. Ou seja, se você é um motorista que quer dar uma pausa no trajeto e relaxar por alguns minutos, na loja de conveniência pode encontrar comidas, bebibas e um ambiente ideal para descansar antes de seguir viagem. Por outro lado, o ponto negativo fica na questão financeira. Normalmente, os clientes reclamam que os preços dos produtos nas lojas de conveniência costumam ser bem mais caros do que os encontrados em supermercados ou outros tipos de loja. Mesmo assim, pela praticidade, os donos dos postos de combustíveis investem cada vez mais nesse segmento e estão tendo bons resultados.

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