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Agência interdita três revendedores por comércio de diesel puro em MS

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) interditou três estabelecimentos em Mato Grosso do Sul por comercialização irregular de óleo diesel sem a adição obrigatória de biodiesel, prática proibida pela legislação brasileira para uso rodoviário. As interdições ocorreram durante uma operação de fiscalização realizada entre os dias 20 e 23 de janeiro, que integrou uma ação nacional da agência em 15 unidades da Federação. No período, a ANP fiscalizou, em Mato Grosso do Sul, dois postos de combustíveis, seis TRRs (Transportadores-revendedores-retalhistas), uma distribuidora de combustíveis e dois agentes não regulados, classificados como indústrias químicas. As ações ocorreram nos municípios de Campo Grande, Dourados e Ponta Porã. Como resultado da fiscalização no Estado, foram lavrados três autos de infração e três autos de interdição, além da coleta de 13 amostras de combustíveis, que foram encaminhadas para análise em laboratório. As interdições atingiram três TRRs que, segundo a ANP, armazenavam e comercializavam óleo diesel S10 e S500 sem a adição de biodiesel, caracterizando a venda de Diesel A para uso rodoviário, o que é vedado pela legislação vigente. DieselMais Combustível Ltda., localizada na área rural da Rodovia MS-10, em Campo Grande; P.F. Diesel Ltda., situada na Rodovia Ivo Anunciato Cersosimo, em Dourados; Ponta Diesel Ltda., com endereço na Rua Unaí, em Ponta Porã. Todos constam como TRRs autorizados a armazenar e comercializar óleo diesel S10 e S500 sem adição de biodiesel apenas em situações específicas previstas pela regulação, o que não inclui o abastecimento rodoviário comum. O TRR (Transportador-Revendedor-Retalhista) são empresas autorizadas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) a adquirir, armazenar e comercializar combustíveis, principalmente óleo diesel, além de óleos lubrificantes e graxas, em operações a granel. A venda é feita diretamente ao consumidor final. Diferentemente dos postos de combustíveis, os TRRs não possuem ponto fixo de varejo. A entrega ocorre no próprio local de consumo, como propriedades rurais, indústrias e canteiros de obras, por meio de transporte próprio autorizado, conforme as normas estabelecidas pela ANP. Além dos três estabelecimentos interditados, a fiscalização alcançou outros agentes do mercado de combustíveis no Estado, incluindo postos revendedores, TRRs, uma distribuidora e dois agentes não regulados, que não tiveram interdições registradas no período. No Brasil, a comercialização de óleo diesel S10 e S500 sem a adição de biodiesel para uso rodoviário é proibida por lei. Desde agosto de 2025, o percentual obrigatório de mistura de biodiesel ao diesel fóssil passou a ser de 15%, formando o chamado Diesel B15. Propostas legislativas que buscavam permitir a venda de diesel eldquo;puroerdquo; chegaram a tramitar, mas foram retiradas, mantendo a obrigatoriedade da mistura como instrumento de política ambiental e de redução de emissões. A ANP também conduz a descontinuação gradual do diesel S500 em diversas regiões do país, com o objetivo de substituí-lo integralmente pelo S10, considerado menos poluente. Apesar das diferenças no teor de enxofre, tanto o S10 quanto o S500 comercializados regularmente nos postos devem conter o mesmo percentual de biodiesel. De acordo com a regulação, o biodiesel possui características que exigem cuidados específicos de armazenamento, como drenagem frequente de água dos tanques, vedação adequada para evitar contato com o ar e limpeza periódica para remoção de sedimentos. Esses procedimentos visam reduzir riscos de oxidação, formação de borras e proliferação de microrganismos. A venda de Diesel A, sem biodiesel, é permitida apenas em situações restritas, como para uso não rodoviário, a exemplo de aplicações industriais específicas ou uso marítimo ou para testes de motores em desenvolvimento e exportação. As interdições permanecem válidas até que as irregularidades sejam sanadas e comprovadas junto à agência reguladora, conforme os trâmites administrativos previstos na legislação do setor.

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Preço do etanol segue firme, enquanto cotação do açúcar cai

As cotações do etanol continuam firmes no Estado de São Paulo, apesar da baixa liquidez nos negócios, aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A proximidade do recesso de Carnaval também tem dado suporte aos preços e pode gerar negócios adicionais neste período. De 19 a 23 de janeiro, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado fechou em R$ 3,0871 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), aumento de 0,52% sobre a semana anterior. Para o anidro, o indicador subiu 1,33%, a R$ 3,5377 por litro. De modo geral, segundo o Cepea, a demanda teve leve retração na semana passada, enquanto a oferta seguiu limitada. Vendedores continuam negociando quantidades menores, na expectativa de preços mais altos nas próximas semanas. Quanto à demanda, chegou a eldquo;esfriarerdquo; um pouco nos últimos dias, já que boa parte dos compradores segue focada na retirada de produto adquirido anteriormente a cotações inferiores às praticadas atualmente. Açúcar Já os preços do açúcar cristal branco seguem em queda no mercado paulista. De 19 a 23 de janeiro, o indicador Cepea/Esalq teve média de R$ 104,38 a saca de 50 quilos, recuo de 1,56% em relação ao período anterior. Segundo agentes consultados pelo Cepea, apesar da demanda relativamente estável ao longo da semana, as baixas foram influenciadas principalmente pelo fato de as negociações no mercado de balcão terem envolvido maior volume de açúcar de menor qualidade. Ofertantes têm limitado a oferta do produto de maior qualidade, à espera de recuperação nos preços.

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Preço do etanol fica mais barato em três Estados

Os preços médios do etanol hidratado subiram em 17 Estados, caíram em outros três e no Distrito Federal e ficaram estáveis em cinco na semana encerrada em 24 de janeiro. No Amapá não houve medição. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol subiu 0,88% na comparação com a semana anterior, a R$ 4,61 o litro. Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço subiu 1,38%, para R$ 4,42 o litro. A maior alta porcentual na semana, de 1,89%, foi registrada no Maranhão, a R$ 4,85 o litro. A maior queda, de 0,66%, ocorreu em Mato Grosso, para R$ 4,55 o litro. O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,69 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,20, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amazonas, de R$ 5,49 o litro. O etanol seguiu mais competitivo em relação à gasolina em apenas um Estado brasileiro na semana passada: Mato Grosso do Sul. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol tinha paridade de 72,83% ante a gasolina no período, portanto desfavorável em comparação com o derivado do petróleo. Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. Em Mato Grosso do Sul, onde o litro vale R$ 4,20 e a paridade é de 69,08%. (Estadão Conteúdo)

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Gasolina mais barata? Redução nas distribuidoras pode não chegar aos postos do DF, diz sindicato

A Petrobras vai começar a vender gasolina mais barata para as distribuidoras de todo o país a partir desta terça-feira (27). A redução será de R$ 0,14 por litro de gasolina pura, segundo anunciou a estatal. O impacto no preço das bombas dos postos do Distrito Federal, no entanto, pode ser menor que isso e demorar a chegar. O Sindicato dos Postos de Combustível do DF (Sindicombustíveis-DF) aponta uma possibilidade ainda pior: a redução na Petrobras pode nem fazer diferença no bolso do motorista. O presidente da entidade, Paulo Tavares, explica que a redução de preços ao consumidor final tende a ser menor, de cerca de R$ 0,10 por litro. Isso, porque a gasolina C, vendida nos postos, recebe a adição de álcool anidro endash; e esse componente segue com o preço inalterado. Segundo Tavares, no entanto, essa redução nas bombas só acontece se as distribuidoras repassarem o preço menor aos postos. Mesmo se esse repasse acontecer, o ritmo depende dos estoques. Distribuidoras que estavam com seus tanques cheios, comprados ao valor atual, tendem a manter o preço de revenda no patamar em vigor. O desconto, neste caso, só viria quando a própria distribuidora também comprar mais barato da refinaria. "Isso significa que, mesmo havendo redução imediata na refinaria, é preciso que as distribuidoras renovem o estoque antigo, comprado a preço maior, para que a queda chegue ao consumidor", destaca. Apesar disso, o sindicato reforça que há condições reais para a gasolina ficar mais barata no DF.

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Petrobras reduz em 7,8% preço do gás natural para distribuidoras

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (27) corte de 7,8% no preço do gás natural vendido às distribuidoras de gás encanado do país. Os novos preços passam a valer no dia 1º de fevereiro, e o repasse ao consumidor final depende dos contratos de concessão de cada estado. O gás natural é importante insumo industrial e é usado também por residências e comércios em estados que têm rede de distribuição do combustível. O uso no transporte, setor em que é conhecido como GNV (gás natural veicular), também é relevante. Os contratos de venda de gás da Petrobras para distribuidras preveem reajustes trimestrais de acordo com a variação dos preços internacionais do petróleo. No início de 2026, alguns contratos passaram a ser indexados pelo preço do gás natural no principal ponto de venda do produto nos Estados Unidos. O novo indexador foi proposto pela estatal ainda em 2021, com o objetivo de oferecer um contrato com maior previsibilidade do que aqueles que variam de acordo com os preços do petróleo. Na época, o preço do gás no Brasil disparava com a recuperação do petróleo após o período mais duro da pandemia. Pouco antes da divulgação dos novos contratos, a Petrobras havia anunciado aumento médio de 39% no preço de venda às distribuidoras para o trimestre entre maio e julho, movimento que teve grande peso também da desvalorização cambial. O percentual foi considerado "inadmissível" pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). "Que contratos são esses? Que acordos foram esses? Foram feitos pensando no Brasil?", questionou ele na ocasião. Em nota, a Petrobras ressaltou que "o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da molécula pela companhia, mas também pelo custo do transporte até a distribuidora, pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens". Em alguns estados, como São Paulo, o repasse é feito na data de aniverário do contrato. No Rio de Janeiro, por outro lado, é imediato. Responsável pela distribuição no estado, a Naturgy informou que as tarifas cairão até 12,5% (valor par apostos de GNV na região metropolitanda da capital). Clientes residenciais terão corte médio de 4,4%, Para o comércio o corte varia entre 4,6% e 5,2% e para a indústria, de 10,2% a 11,6%. "A redução vai beneficiar cerca de um milhão de clientes nos mercados residencial, comercial, industrial e GNV. Hoje, o Rio de Janeiro é líder em GNV no país, com aproximadamente 1,7 milhão de veículos leves convertidos e mais de 700 postos instalados", disse a companhia. A Petrobras afirmou que, desde dezembro de 2022, a redução acumulada no preço do gás natural às distribuidoras é de 38% emdash;incluindo o efeito da redução de fevereiro.

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IPCA-15: prévia da inflação desacelera a 0,20% em janeiro com queda em energia e passagens aéreas

Com a ajuda da redução nos custos da conta de luz e das passagens aéreas, a prévia da inflação oficial no País desacelerou de 0,25% em dezembro para 0,20% em janeiro. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) divulgados nesta terça-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da projeção mediana de inflação de 0,23% prevista por analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast. No entanto, a taxa de inflação acumulada em 12 meses voltou a acelerar, após três meses consecutivos de arrefecimento: de 4,41% em dezembro de 2025 para 4,50% em janeiro de 2026. Os dados não mudam a expectativa de que o Comitê de Política Monetária do Banco Central mantenha a taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar de 15% ao ano na reunião desta quarta-feira, 28, previu Heliezer Jacob, economista do C6 Bank. eldquo;Acreditamos que o ciclo de cortes deve começar em março, com os juros chegando a 13% no fim do anoerdquo;, projetou Jacob, em comentário. eldquo;A melhora da inflação vista nos últimos meses de 2025 foi puxada pela queda dos preços das commodities em reais, que contribuiu para aliviar a pressão sobre os alimentos e bens industriais. Para 2026 e 2027, porém, nossa projeção é de um IPCA a 4,8%, impulsionado pelo mercado de trabalho aquecido e pela nossa perspectiva de desvalorização do real, em meio às preocupações com o aumento da dívida pública no Brasil.erdquo; Os serviços intensivos em mão de obra permanecem eldquo;um desafio relevante para o Banco Centralerdquo;, enquanto os bens industriais mantêm comportamento benigno, observou o economista Julio Barros, do banco Daycoval. eldquo;Nossa projeção atualizada para inflação deste ano é de 4,1%. Esse resultado reforça o viés de baixa, mas como um todo não altera a nossa expectativa por início do ciclo de corte do Banco Central sobre a Selic em março de 2026, em função justamente desse desafio no grupo de serviços, uma parte dos itens mais sensíveis à atividade econômica, ao ciclo de política monetária, que ainda permanecem pressionadoserdquo;, avaliou Barros, em comentário. Conta de luz mais barata A energia elétrica residencial recuou 2,91% em janeiro, resultando no maior alívio individual no IPCA-15 deste mês, de -0,12 ponto porcentual, apesar da pressão do reajuste tarifário de 21,95% em uma das concessionárias de Porto Alegre a partir de 22 de novembro. eldquo;Em dezembro estava em vigor a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos. Já em janeiro, a bandeira vigente é a verde, sem custo adicional para os consumidoreserdquo;, lembrou o IBGE. Ainda em habitação, a taxa de água e esgoto subiu 1,74% em janeiro, e o gás encanado teve alta de 2,51%. Já as quedas nos preços das passagens aéreas e do ônibus urbano puxaram a redução de custos com transportes em janeiro, embora a alta na gasolina tenha impedido um alívio maior ao bolso das famílias. As passagens aéreas caíram 8,92%, segundo maior impacto individual negativo no índice do mês, -0,07 ponto porcentual. O ônibus urbano teve recuo de 2,79%, impacto de -0,03 ponto porcentual no IPCA-15. Apesar dos reajustes anunciados nas tarifas em diversas regiões, a queda na média geral foi puxada pela implementação de gratuidades aos domingos e feriados em locais como Belo Horizonte e São Paulo. Por outro lado, o metrô subiu 2,52% em janeiro, o trem aumentou 2,43%, e o táxi avançou 0,42%. Os combustíveis ficaram 1,25% mais caros em janeiro, com avanços de 3,59% no etanol, 1,01% na gasolina, 0,11% no gás veicular e 0,03% no óleo diesel. A gasolina exerceu a principal pressão individual sobre a inflação do mês, contribuição de 0,05 ponto porcentual. Houve aumento nos gastos também com saúde e cuidados pessoais, impulsionados por artigos de higiene pessoal (1,38%) e plano de saúde (0,49%). A alimentação para consumo no domicílio subiu 0,21% em janeiro, interrompendo assim uma sequência de sete meses de quedas. Ficaram mais caros o tomate (16,28%), batata-inglesa (12,74%), frutas (1,65%) e carnes (1,32%). Na direção oposta, os preços recuaram para o leite longa vida (-7,93%), arroz (-2,02%) e café moído (-1,22%). A alimentação fora do domicílio subiu 0,56% em janeiro: o lanche avançou 0,77%, e a refeição fora de casa aumentou 0,44%. eldquo;Para o IPCA fechado de janeiro, a expectativa é de aceleração moderada do IPCA. As pressões dos preços de alimentos in natura devem se intensificar, em linha com a sazonalidade do períodoerdquo;, apontou Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria Econômica, em relatório. Ao mesmo tempo, a redução do preço da gasolina nas refinarias da Petrobras tende a contribuir para deter a inflação adiante, acrescentou Francisco Luis Lima Filho, economista sênior do banco ABC Brasil. eldquo;Com o corte de 5,2% no preço da gasolina anunciado pela Petrobras e uma surpresa baixista em itens recorrentes ao longo do ano, revisamos nossa projeção de inflação de +4,0% para +3,7% para 2026erdquo;, justificou Lima Filho, em relatório.

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