Sindiposto | Notícias

A previsibilidade regulatória e a sinalização de oferta de gás natural de longo prazo são essenciais para viabilizar projetos intensivos em capital, sobretudo voltados para atender à indústria, disse a diretora de Estudos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética, Heloísa Borges, durante a abertura da gas week outlook 2026.

eldquo;Para o gás essa mensagem é muito importanteerdquo;, afirmou durante a abertura do evento em São Paulo produzido pelo estúdio eixos, na terça (24/2).
eldquo;Como estamos falando de investimentos de longo prazo de maturação, entendemos que é absolutamente fundamental sinalizar a disponibilidade de oferta gás hoje, mas a centralidade do gás natural na estratégia energética de médio e longo prazo no Brasilerdquo;, afirmou Borges.

Segundo ela, esse foi um dos objetivos do Plano Nacional de Energia 2055, ao mostrar que o papel do gás natural permanecerá estrutural na matriz energética nacional nas próximas décadas, especialmente para a indústria.

eldquo;Em todos os cenários que apresentamos fica muito claro o papel do gás natural, especialmente como combustível para a indústria brasileira (ehellip;) Nos cenários onde o Brasil cresce com diversidade e inclusão e se desenvolve reduzindo a pobreza energética, o combustível que mais cresce é o gás natural, combinado com o biometanoerdquo;.

Oferta maior que a demanda
Na avaliação de Borges, o principal entrave para destravar investimentos no setor de gás natural no Brasil é a infraestrutura necessária para levar o insumo ao consumidor industrial, apesar do crescimento previsto da oferta doméstica.

Ela destacou que o país vive um momento estratégico no cenário energético global, marcado pela retomada da relevância do gás natural e pela abundância potencial de oferta nacional.
eldquo;O problema do Brasil não é falta de gás. O Brasil tem gás. O problema não é a disponibilidade do recursoerdquo;, afirmou.

A diretora citou projeções do Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 para reforçar o potencial de expansão da produção doméstica.

Segundo ela, o documento mostra que a produção líquida praticamente dobra, saindo de 65 milhões de metros cúbicos/dia em 2025, para 127 milhões de metros cúbicos/dia em 2035.

Apesar do aumento esperado da oferta, a ausência de infraestrutura limita a chegada do gás ao mercado consumidor.

eldquo;Nosso desafio é a infraestrutura. Em todo o horizonte a oferta é maior que a demandaerdquo;, disse.

eldquo;Nosso desafio é fazer com que essa oferta potencial se torne disponível, e mostrar para o consumidor brasileiro que o gás natural é não só disponível, mas competitivo e de baixo carbonoerdquo;, acrescentou.

Fonte/Veículo: Eixos

Leia também:

article

SINDIPOSTO GO obtém esclarecimentos oficiais sobre o programa Recicla Goiás

Prezados associados,
Atento às dúvidas e preocupações sobre a obrigatoriedade de adesão ao pr [...]

article

CNC destaca esclarecimento da Receita Federal sobre isenções fiscais das entidades sindicais

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) informa que, em 23 de fever [...]

article

Biodiesel pode aumentar falhas em sistemas de injeção e acelera desgaste de motores

O aumento do percentual de biodiesel no diesel comercializado no Brasil tem provocado impactos té [...]

Como posso te ajudar?