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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê que a geração centralizada de energia solar será responsável por quase metade do crescimento da capacidade de geração elétrica no Brasil em 2026, com uma expansão de 4,56 gigawatts (GW) prevista para este ano.
Caso o total se confirme, o crescimento da fonte este ano será 61,7% maior do que em 2025, quando aumentou 2,82 GW.
Ao todo, a Aneel prevê que a geração centralizada vai crescer 9,14 GW no Brasil este ano. A expansão é maior do que em 2025, quando foi acrescentada uma capacidade de 7,40 GW ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Além da energia solar, as termelétricas a combustível fóssil também vão contribuir para a expansão da matriz elétrica em 2026.
A fonte fóssil deve atingir o recorde de expansão desde o início da série histórica, em 1997, adicionando 2,78 GW ao sistema.
Já a eólica deve viver uma desaceleração do crescimento este ano, com a adição de 1,44 GW, a menor desde 2019. A projeção indica uma desaceleração de 21,3% em relação a 2025, quando a fonte expandiu 1,83 GW.
As eólias sofrem com o curtailment (cortes de geração). O corte forçado da geração pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) ocorre quando a rede elétrica não consegue absorver o excesso de energia ou devido a limitações de infraestrutura.
O curtailment tem levado a prejuízos para os geradores, que ainda não são compensados financeiramente pelos cortes.
O mercado aguarda a regulamentação da Lei 15.269/2025, que determina a compensação dos geradores.
Expansão no Ceará
A maior potência de energia solar que será adicionada à matriz é do Complexo Fotovoltaico Lins, localizado em São Gonçalo do Amarante, no Ceará (CE).
A Aneel prevê que seis usinas do projeto entrem em operação comercial em março, acrescentando, ao todo, 600 megawatts (MW) de potência.
As duas primeiras usinas foram inauguradas em setembro do ano passado, com 182 MW de capacidade instalada total.
Geração distribuída também continua expansão
Além da geração centralizada, as projeções também indicam continuidade de expansão no modelo de geração distribuída (GD), no qual o consumidor gera a própria energia, em grande parte por meio de paineis solares fotovoltaicos.
Segundo a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), a geração distribuída (GD) deve ter a adição de 6,5 GW em 2026. Com isso, a modalidade deve alcançar a marca de 50 GW de potência instalada este ano.
Fonte/Veículo: Eixos
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