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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai se encontrar com representantes de petroleiras na sexta (9/1) para discutir eldquo;oportunidadeserdquo; na Venezuela após a invasão ao país, segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

eldquo;É apenas uma reunião para discutir, obviamente, a imensa oportunidade que se apresenta a essas empresas petroleiras neste momentoerdquo;, afirmou Leavitt. (Folha de São Paulo)

Trump já mencionou a possibilidade de dar subsídios às companhias americanas para que retornem ao país caribenho.

O avanço nas negociações com as empresas ocorre depois que as autoridades venezuelanas concordaram em entregar aos EUA até 50 milhões de barris de petróleo de estoques existentes.

O valor obtido com a venda ficará em contas controladas pelos EUA. O volume equivale a quase dois meses de produção venezuelana.

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, disse que a intenção é vender o óleo para refinarias americanas.

A estatal venezuelana PDVSA confirmou que está em negociação com os Estados Unidos para a venda de volumes de petróleo no eldquo;contexto das relações comerciais existentes entre os dois paíseserdquo;.

eldquo;A Venezuela está comprometida a fazer negócios tendo os EUA como seu principal parceiroeldquo;, afirmou Trump nas redes na noite de quarta (7).

Segundo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, há um plano de três fases para a Venezuela, que incluem estabilização, recuperação e transição (Agência Brasil)

Agências de risco e gestoras apontam que, no longo prazo, uma eventual abertura do setor petrolífero venezuelano favorece empresas com histórico no país emdash; como Chevron, ConocoPhillips e ExxonMobil emdash; além de europeias com ativos locais, como Eni e Repsol, e prestadoras globais de serviços, a exemplo de SLB e Halliburton.

Em contrapartida, o cenário pode pressionar concorrentes, como os produtores canadenses.

No curto prazo, no entanto, os impactos sobre as empresas devem seguir limitados.

Para se aprofundar: Quais foram as reações do mercado à invasão na Venezuela?

Enquanto isso, em paralelo, as tensões internacionais crescem: os EUA apreenderam dois navios petroleiros associados ao escoamento de petróleo da Venezuela, no Atlântico Norte e no Caribe, sendo um de bandeira russa.

A operação teve apoio operacional das Forças Armadas britânicas.

A Rússia condenou: eldquo;Nenhum Estado tem o direito de usar a força contra embarcações devidamente registradas sob a jurisdição de outros paíseserdquo;, afirmou Moscou.

Fonte/Veículo: Eixos

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