Carro diesel: 2021 será “um ano sem precedentes” na Europa

O ano de 2021 será “um ano sem precedentes”. Isso é o que mostra um estudo da IHS Markit sobre a atual situação do carro diesel na Europa diante da rápida eletrificação que toma conta do continente.

De acordo com a JATO Dynamics, em 2015 os motores diesel representavam quase metade das vendas na Europa, mas agora não passa de 8%. Nos útimos cinco anos, a queda vertiginosa dos carros diesel se deu a partir do escândalo do Dieselgate.

A descoberta de que os carros diesel emitiam mais NOx que o recomendado acendeu uma luz de alerta sobre essa indústria, que emprega centenas de milhares de pessoas apenas na Europa.

Com a pressão dos limites de CO2 e mais eletrificação acelerada, os carros diesel podem desaparecer antes de 2030. Muitos novos modelos já não portam mais propulsores com o óleo combustível, como no VW Polo, Renault Scénic, Nissan Micra, Volvo S60 e Honda Civic, por exemplo.

Atualmente, fábricas de motores diesel estão sendo convertidas para produção de propulsores elétricos. Em Cleon, França, a Renault pretende produzir 900.000 motores elétricos por ano, começando por 180.000 este ano. Essa fábrica produz motores diesel para a marca e o volume pretendido é mais que o dobro do volume feito até 2019.

Em Tremery, também na França, os 3.000 funcionários sabem que a produção de motores a gasolina e diesel cessará em breve e que os motores elétricos não serão suficientes para manter os empregos.

Um propulsor elétrico usa cinco vezes menos componentes que um motor a combustão, isso vai exigir um número muito menor de empregados nas fábricas.

Na Alemanha, se estima que a indústria perca 100.000 postos de trabalho apenas com essa redução. Em Tremery, a situação parece menos preocupante, visto que o sindicato fala que o contingente será reduzido conforme os funcionários forem se aposentando.

Enquanto a oferta se reduz, os carros híbridos plug-in e elétricos ganham cada vez mais espaço, dominando as futuras opções para o cliente europeu. Fora da Europa, a situação ainda não é impactante, mas os motores a gasolina serão os próximos a enfrentar o fim certo.

Fonte: Notícias Automotivas