Marca própria: o que o revendedor deve avaliar antes de se decidir por desbandeirar o posto?

11/12/2020

O medo do desconhecido é um sentimento com o qual o revendedor de combustíveis aprendeu a conviver. Quem pertence ao setor varejista sabe que, de uma hora para outra, uma decisão da ANP ou uma nova exigência trabalhista podem alterar tudo o que foi planejado. Por isso, coragem é um predicado fundamental para o dono de posto.

Para o revendedor de marca própria, essa característica precisa ser potencializada, afinal, a gestão do negócio cabe exclusivamente a ele. Não há uma marca que o apoie nas ações de marketing, na administração da conveniência, em negociações com fornecedores, entre outras facilidades com que o revendedor bandeirado conta.

Portanto, é normal que o empresário fique receoso no momento de optar por ter uma marca própria, especialmente durante o processo de transição. “É claro que gera uma insegurança.

Muitos aspectos estão por trás de uma bandeira, como o produto, a reputação da marca e a confiança do consumidor”, diz Ademyr Eguer, proprietário do Grupo Megap e membro da Diretoria de Marca Própria, recém-criada pelo Minaspetro para apoiar os empresários desse perfil. “Muitos se esquecem, no entanto, de que existe um mundo muito maior fora das bandeiras.

Quem tem uma marca própria pode fazer pesquisa de preços, não precisa ficar brigando com uma grande companhia por besteiras, e tampouco aceitar planos de marketing que são colocados ‘goela abaixo’. É ter liberdade total para tocar o seu negócio”, acrescenta Ademyr.

Fonte: Revista Minaspetro nº 134