Produtores e distribuidores divergem sobre solução para próximo leilão de biodiesel

05/10/2020

As incertezas continuam rondando a realização do 76° Leilão de Biodiesel (L76), pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que terá início no próximo dia 5 de outubro.

Produtores e distribuidores seguem divergindo quanto à manutenção ou redução da mistura obrigatória do biodiesel no óleo diesel, que hoje é de 12%, o B12, para abastecer o mercado de novembro e dezembro.

De acordo com os distribuidores, a demanda nacional por óleo diesel continua elevada e pode chegar aos 9,4 bilhões de litros no último bimestre, um crescimento de 3,4% sobre o mesmo período do ano passado. Sendo assim, a demanda de biodiesel para atender o B12 mínimo poderia chegar a 1,2 bilhões de litros.

“Para o L76, o que se afigura é uma repetição do L75, que inclusive resultou, pelo volume ofertado em nível inferior à demanda, em que algumas distribuidoras ficassem sem os produtos que necessitavam adquirir”, afirmou Sergio Massillon, diretor institucional da BRASILCOM, que representa distribuidoras de combustíveis.

Produtores querem liberação da importação de soja

A Ubrabio pediu, em reunião com o MME, a retirada de um item do edital do L76 que obriga que o biodiesel vendido em leilão seja feito exclusivamente com matéria-prima nacional.

“Sem a liberação do uso de matéria-prima importada na fabricação do biodiesel não será possível a manutenção do B12”, defendeu o presidente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Juan Diego Ferrés.

ANP e ministério se reúnem nesta sexta (2) para discutir a questão.

“As regras, como estão causam uma segregação dos produtores de biodiesel”, afirma Diego Ferrés. O argumento é que uma parte dos produtores de biodiesel podem importar soja e óleo, porque também atendem ao mercado alimentício.

A reportagem completa está disponível no site da epbr.

Fonte: epbr