Crise leva a corrida por dinheiro vivo, e moeda em circulação atinge patamar inédito

10/08/2020

A pandemia do novo coronavírus gerou uma corrida aos caixas eletrônicos e o aumento da demanda por recursos em espécie levou o Banco Central a lançar uma nota de R$ 200.

Desde o início da crise, a base monetária, que é a quantidade de dinheiro na economia, cresceu 39,7% e atingiu o maior patamar da série histórica (em 1991), com R$ 423,6 bilhões em julho.

A base é formada pelo papel-moeda em circulação ou depositado nas instituições financeiras, além das reservas bancárias. Ela tem flutuação diária.

No período da pandemia, o volume de dinheiro vivo nas mãos dos brasileiros aumentou 29,8% e chegou a R$ 272,9 bilhões.

Para tentar suprir o aumento da demanda por cédulas, a autoridade monetária imprimiu 33% a mais no período.

Atualmente, são R$ 345,7 bilhões entre notas e moedas em circulação.

A cédula de R$ 200 deverá entrar em circulação no fim de agosto. A previsão é que sejam impressos 450 milhões das novas notas, o equivalente a R$ 90 bilhões.

As reservas bancárias –recursos das instituições depositados na autoridade monetária– também cresceram de lá para cá. Atualmente, são R$ 77,9 bilhões, 77% a mais que em fevereiro.

Historicamente, em momentos de crise, as pessoas preferem guardar dinheiro vivo. “Elas ficam com medo e sacam recursos para guardar. Já tivemos episódios, no passado, de confisco da poupança e quebradeira de bancos, por exemplo, o que gera essa memória de receio”, explicou o economista Paulo Feldmann, professor da USP (Universidade de São Paulo).

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Fonte: Folha de S.Paulo