Petrobras mantém preço do gás de cozinha mais caro que o internacional desde 2018

23/05/2019

Para recuperar perdas obtidas no fim de 2018, a Petrobras vende gás de cozinha por um preço acima das cotações internacionais, afirma o Sindigás (sindicato que representa as distribuidoras do combustível). A diferença ocorre mesmo no valor dos botijões de 13 quilos, que são mais consumidos em residências.
Segundo os cálculos do sindicato, o gás vendido para envase nesses botijões custava em abril R$ 2,01 por quilo (ou R$ 26,13 por botijão), enquanto a cotação internacional era equivalente a R$ 1,89 por quilo. No caso do gás para outros vasilhames, o preço local era ainda superior, R$ 2,28 por quilo em abril.

A diferença aumentou em maio, após reajuste de 3,4% no início do mês. No principal ponto de importação, o porto de Suape, o gás custava até R$ 8 a mais por botijão, de acordo com os dados do Sindigás.
Os reajustes no preço do GLP (gás liquefeito de petróleo, como é chamado o gás de cozinha) são trimestrais e consideram médias de preço internacional e do câmbio em trimestres anteriores. Por isso, segundo especialistas, não acompanham tão de perto o mercado internacional, como a gasolina e o diesel, por exemplo. Para ler esta notícia, clique aqui.

Fonte: Folha de S.Paulo