Gasolina sobe R$ 0,50 em um dia e irrita consumidores

19/12/2018

Os motoristas do Distrito Federal levaram o susto nesta terça-feira (18/12) ao chegarem aos postos de gasolina para abastecerem os carros. O preço do combustível disparou, em média, R$ 0,50, deixando muita gente revoltada.

No Setor de Indústrias Gráficas (SIG), onde o litro era vendido por R$ 3,989, as bombas estão registrando, agora, R$ 4,499. “Levei um susto”, diz o contador Lúcio Gonçalves, 53 anos. “Estava todo feliz com a gasolina abaixo de R$ 4. Pena que a alegria durou pouco”, afirma.

Os gerentes alegam que, nos últimos dias, a Petrobras elevou seguidamente o valor dos combustíveis nas refinarias, mas os postos preferiram não repassar os aumentos imediatamente, porque os estoque comprados a preços mais baixos estavam altos.

“Fizemos promoções para desovar os estoques. Agora, temos que repassar os aumentos, pois já compramos combustíveis mais caros”, explica um gerente de posto. Nesta terça, a Petrobras informou que manteve o valor da gasolina inalterado. “As pessoas têm que se conscientizar que gasolina é caro. E ponto”, destaca o mesmo gerente.

Para o motorista de aplicativo Sérgio Linhares, 39 anos, há, sim, espaço para a gasolina ser vendida abaixo de R$ 4. “As últimas promoções mostraram isso. Os postos não mantêm os preços mais baixos porque não querem. Só pensam em aumentar os lucros”, assinala. “Assim, fica difícil trabalhar”, acrescenta.

Quem se der ao trabalho de pesquisar, ainda conseguirá encontrar gasolina abaixo de R$ 4. Há pelo menos um posto na Asa Sul (214), com o litro a R$ 3,89, e um na Asa Norte (206), a R$ 3,90. “Mas nem todo mundo tem tempo para fazer isso. A vida está corrida demais”, diz a esteticista Marta Correia, 42 anos. “Estamos nas mãos dos postos.”

Pela política de preços da Petrobras, os valores dos combustíveis nas refinarias podem ser ajustados para cima ou para baixo de acordo com a variação do dólar e da cotação do petróleo no exterior. A moeda norte-americana está em alta. Já o petróleo corre o risco de cair abaixo do US$ 50 o barril, uma boa notícia.

Fonte: Correio Braziliense