Disputa eleitoral não sugere ameaças ao setor de óleo e gás, diz diretor-geral da ANP

17/10/2017

O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural (ANP), Décio Oddone, disse nesta terça-feira (16) que a disputa eleitoral não sugere nenhum tipo de ameaça ao setor de óleo e gás no Brasil. Ele descartou a possibilidade de qualquer um dos candidatos promover “mudanças radicais” quando eleito.

“Eu não sinto nenhum sintoma de que venha algo desruptivo, nenhum sintoma de que tenha mudanças radicais a caminho. Eu não vi nenhuma declaração de ninguém no sentido de desestabilizar o setor”, disse Oddone a jornalistas após participar de debate promovido pelo Financial Times, no Rio de Janeiro, sobre o mercado de commodities.

Oddone ponderou que ambos os candidatos que disputam o segundo turno, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) “começaram a moderar os seus discursos” após o resultado do primeiro turno em relação ao futuro da Petrobras o que, para ele, é “natural” da disputa.

O petista sugere maior fortalecimento da estatal, enquanto o ex-capitão, estimulado pelo economista Paulo Guedes, tem mostrado uma visão mais liberal. “Ninguém fala em rompimento de contratos e ninguém fala em desrespeito ao que está assinado. Isso é uma tranquilidade”, enfatizou Oddone.

O diretor da ANP defendeu que não haja “nervosismo nessa hora”, enquanto a disputa eleitoral ainda está em jogo. “As coisas estão caminhando bem no Brasil, os resultados estão vindo. Não vejo porque haja esse grau de ansiedade”, disse.

Fonte: G1